ETNOGRAFIA SOBRE A VIDA DOS NÔMADES CIRCENSES NUM MUNICÍPIO DE PEQUENO PORTE

Jessica Luana Rosa, Janayna Priscila Nascimento Longui, Geraldo Augusto Locks, Vivian Fatima de Oliveira

Resumo


Este trabalho etnográfico já concluído, é uma ilustração de como observar diferentes culturas e interpretá-las, pode ocorrer desde o primeiro ano de qualquer curso de Graduação. Neste caso, trata-se de um estudo realizado no curso de Psicologia da Universidade do Planalto Catarinense – UNIPLAC, na unidade de aprendizagem de Antropologia Social e Psicologia. O tema abordado versa sobre a vida no circo. Buscou-se saber como as pessoas que o compõe vivem socialmente, suas rotinas, hábitos e costumes. O objetivo foi investigar de que forma a arte circense, compreendida como atividade criadora e experiência, mediadas pela afetividade, a potência de ação do sujeito onde se amplia as possibilidades de “ser aprendiz” diariamente e como o povo circense trabalha em uma organização, suas ações diárias, atividades, treinos – como uma Empresa, pois é da organização circense que famílias conseguem geração de trabalho e obter renda necessária para sua auto sustentação. Para realização da etnografia, contatamos dois educadores do Circo T. Por meio de entrevista e observações no locus de pesquisa produzimos informações a respeito de como o sujeito define a atividade circense; como significa essa atividade em seu cotidiano; como se dá o processo de ensinar e aprender; e que relações são estabelecidas com a arte circense, com o público, com os colegas de circo e com a escola regular que possivelmente conseguem frequentar. O método utilizado é a clássica etnografia que pressupõe o trabalho de campo articulada com referenciais bibliográficos. A etnografia é a escrita, um discurso sobre um “povo”, grupo cultural. O diário de campo é base para o texto etnográfico. O etnógrafo faz um tipo de estudo que exige tempo de convivência com os sujeitos com os quais realiza o seu trabalho e realiza um constante vaivém entre a teoria e a observação empírica, por meio do observar, ouvir e o escrever simultaneamente, habilidades desenvolvidas na academia. Dialogamos com autores que contribuem com a compreensão da etnografia, como Clifford Geertz, Roberto Cardoso de Oliveira e Theóphilos Rifiotis. Os resultados desta experiência constataram que a atividade circense mediada pela arte, pode ampliar e agregar novos processos de aprendizagens já que a linguagem artística gera novas formas de pensar e ver o mundo. Por meio da apropriação da arte circense se processou uma nova forma de sentir e assim, necessariamente, novas formas de pensar e agir na sociedade, por isso reivindica-se o respeito e a valorização da arte no espaço circense.

Palavras-chave


Pesquisa etnográfica. Arte circense; Relações de Ensino-Aprendizagem. Educação.



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ISSN 2447-2107
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