O ANALFABETISMO FUNCIONAL ENTRE OS IDOSOS DE RIO RUFINO SC: DESAFIOS DA PRÁTICA DOCENTE

Catia Juriatti, Mariza Barbosa, Ana Claudia Ferreira Carvalho

Resumo


O Estatuto do Idoso apresenta a lei que garante o direito à educação dos idosos de forma geral, principalmente, os desfavorecidos economicamente. Somam-se decorrências sociais da vida não produtiva que muitas vezes, os impedem de encontrar maior espaço profissional e valorização social. Como os idosos sofrem constantes dificuldades diárias decorrentes da não alfabetização e da falta de apoio da sociedade em geral, aturam preconceitos que acabam deixando-os desestimulados para aprenderem e para interagirem com o coletivo. Assim sendo, não são oferecidos a este grupo condições para que tenham níveis adequados de qualidade de vida. Nesse sentido, entende-se que é extremamente relevante rever os valores que norteiam a vida em comunidade, visando maior inserção dos adultos e idosos na sociedade. Diante do exposto, questiona-se: Quais os desafios encontrados no processo da alfabetização dos mesmos no município de Rio Rufino SC? Quais dificuldades que idosos analfabetos de Rio Rufino SC encontram nas atividades diárias baseadas na leitura e escrita? Como objetivo geral se configurou: Investigar como as Políticas Públicas estão sendo utilizadas para beneficiar os Idosos analfabetos e semi-analfabetos de Rio Rufino SC. E como objetivos específicos destaca-se: Identificar as principais causas do analfabetismo dos jovens e idosos de Rio Rufino SC; Conhecer o nível de escolaridade dos idosos do município; Esta pesquisa foi do tipo exploratória. Obteve-se como resultados, 67% dos idosos entrevistados são alfabetizados ,100% dos idosos que não são alfabetizados gostariam de aprender a ler, 71% dos idosos que não possuem alfabetização tiveram alguma oportunidade de ser alfabetizados,76% dos idosos não sofreu discriminação, 90% dos idosos mesmo com alguma alfabetização participaria de algum projeto de alfabetização. Sendo assim, conclui-se que, esta pesquisa contribuiu para o um pensar e repensar do Docente da Educação de Jovens e Adultos, constatando e refletindo sobre as práticas em sala de aula. Também olhar para prática como formadores de cidadãos críticos e autônomos cientes de seu papel na sociedade e na transformação social do meio em que estes estudantes estão vivendo. Entretanto, é preciso considerar que a motivação e a mobilização na idade adulta relacionam-se não só as exigências de formação da vida cotidiana e à quantidade e a qualidade das oportunidades de atendê-las, mas também aos horizontes de mudança socioeconômica e nas estruturas de poder, o que depende de políticas participativas e redistributivas que transcendem a esfera educacional.

Palavras-chave


Educação de Jovens e Adultos, Alfabetização, Políticas Públicas.



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ISSN 2447-2107
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