CAUSAS DE ÓBITOS EM MENORES DE CINCO ANOS, MUNICÍPIO DE LAGES/SC, 2003-2013

Tiago Santer, Margarete Veronica Jesse dos Santos, Elenice Maria Folgiarini Perin, Miryan de Fátima Silva

Resumo


A mortalidade infantil é um dos principais indicadores de desenvolvimento social e econômico. A região da Serra Catarinense apresenta o maior indicador de mortalidade infantil quando comparado com as demais regiões do Estado de Santa Catarina. Neste contexto o presente trabalho tem o objetivo conhecer as principais causas de mortes em crianças menores de cinco anos no município de Lages/SC, período de 2003 a 2013. Trata-se de um estudo descritivo com abordagem quantitativa. Os dados foram coletados no banco de dados DATASUS. Foi calculado taxa de mortalidade por sexo nas idades de menores de um ano e de um a quatro anos. As principais causas de óbitos foram identificadas através da proporção das causas entre as idades. Observou-se que em 2012, o risco de morte entre os meninos foi de 18 para cada 1000 meninos menores de um ano, e entre as meninas foi de 13 para cada 1000 meninas menores de um ano no município de Lages/SC. No período de 2003 a 2013 a principal causa de óbitos no período neonatal, segundo CID-10 foi as afecções originadas no período perinatal (81%) e malformações congênitas, deformidades e anomalias cromossômicas (15%). No período pós-neonatal as principais causas foram sintomas, sinais e achados anormais de exames clínicos e de laboratório, não classificados em outra parte (22%), malformações congênitas (16%), afecções originadas no período perinatal (16%) e doenças infecciosas e parasitárias (12%). Para a idade de um a quatro anos principais causas entre os meninos foram causa externas (29%), doenças infecciosas e parasitárias (13%) e malformações congênitas (13%). Entre as meninas de um a quatro anos as principais causas foram as doenças infecciosas e parasitárias (24%), doenças do aparelho respiratório (19%), doenças do sistema nervoso (14%) e causa externas (14%). De acordo com o estudo de Mathias, Assunção e Silva (2008) em países desenvolvidos as principais causas de óbitos infantis neonatais são as malformações congênitas. O autor também coloca que altas proporções de óbitos por afecções no período perinatal é um sinal de alerta para a assistência ao pré-natal, parto e ao recém-nascido, assim como para a assistência especializada no período pós-natal, que estariam prolongando a vida do recém-nascido, porém, não evitando o óbito. O estudo de Pacheco (2010) coloca que as afecções no período perinatal podem ser prevenidas por ações de prevenção, diagnóstico e tratamento precoce. O aumento da mortalidade por afecções perinatais e malformações congênitas no período pós-neonatal se dá devido investimento e acesso a tecnologias que aumentam a sobrevida destes recém-nascidos. A autora coloca ainda que diminuir a prematuridade pode melhorar o prognóstico das afecções perinatais. Observou-se que as afecções originadas no período perinatal foram as principais causas de óbito entre as crianças no município de Lages, período de 2003 a 2013. Portanto ,existe a necessidade de maiores investimentos na assistência ao pré-natal, parto e a criança.

Palavras-chave


Mortalidade Infantil; Saúde Pública; Epidemiologia.



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ISSN 2447-2107
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