CINEMA NA ESCOLA: INTERFACES POSSÍVEIS NOS PROCESSOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM.

Willian Simonetto

Resumo


O Cinema é uma arte secular. No desenvolver de sua dinâmica história, houve um momento em que as potencialidades das obras cinematográficas passaram a ser exploradas como um recurso didático na educação formal. Na atualidade, graças às facilidades proporcionadas pelas tecnologias digitais, ter acesso a um vídeo tornou-se simples e rápido. Portanto, filme na sala de aula já não é novidade. Ao investigar as interfaces possíveis nos processos de ensino e aprendizagem mediante a utilização desta ferramenta, o foco maior desta pesquisa foi investigar não o quanto, e sim, como o vídeo é utilizado enquanto recurso nas aulas, para depois refletir sobre a sua validade ou eficácia. Dentre os objetivos específicos, ressalta-se o relacionar as estratégias de ensino utilizadas pelos professores e qual o papel do filme em tal planejamento; e também como, a partir dos resultados obtidos com a atividade e dos objetivos estipulados, o professor avalia a inserção do cinema na sala de aula, suas vantagens e desvantagens. Esta pesquisa foi desenvolvida como projeto principal da disciplina de Pesquisa e Prática Pedagógica, do curso de Letras da Uniplac (está dispensada da aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa). Seu caráter apresenta-se como uma pesquisa básica, descritiva, bibliográfica e de levantamento de dados, os quais foram obtidos através da aplicação de um questionário composto por perguntas abertas e fechadas e analisados de maneira quanti-qualitativa. Os sujeitos, escolhidos sob o critério de voluntariado, consistiram de cinco professores atuantes nos Ensinos Fundamental e Médio de uma escola estadual do município de Campo Belo do Sul/SC. Os dados obtidos foram quantificados, então as informações foram analisadas sob o respaldo de estudiosos da educação e teóricos do Cinema, bem como houve também o cruzamento com dados de outros estudos já publicados sobre o tema. Chegou-se à conclusão de que o filme pode ser uma poderosa ferramenta de auxílio para tornar uma aula mais dinâmica, prazerosa e cativante, desde que, porém, seja utilizado com critérios e objetivos bem planejados. Ele não substitui o professor, e se for mal aproveitado pode levar ao insucesso ou à frustração do processo de ensino. A insatisfação proveniente do fracasso que alguns dos sujeitos documentaram no decorrer da pesquisa pode ser explicada pela falha no planejamento do professor ou na adequação necessária entre filme e discentes. Por fim, a avaliação dos sujeitos pesquisados condiz com o posicionamento dos teóricos consultados, os quais afirmam que obras cinematográficas são uma boa opção didática, contudo, possuem vantagens e desvantagens que devem ser consideradas conforme o contexto educacional.

Palavras-chave


Cinema. Educação. Ensino. Aprendizagem.



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ISSN 2447-2107
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