CONVULSÃO FEBRIL NA INFÂNCIA

João Paulo Lukavy

Resumo


A Pediatria nasce em instituições que cuidavam de crianças recusadas. Percebe-se a importância dessa especialidade para proteger e cuidar de um indivíduo em uma de suas fases de maior vulnerabilidade. O presente trabalho foi originado durante a Unidade Educacional Eletivo do Curso de Medicina, ao longo de quatro semanas, no mês de junho de 2015. Neste período do Eletivo foi possível acompanhar diferentes atendimentos na área de pediatria. Verifica-se o quão fundamental é para o profissional médico a destreza, a capacidade de observação, o trabalho em equipe e o desenvolvimento do pensamento crítico orientador na tomada de decisão. O objetivo desse estudo é apresentar conceitos sobre Convulsão Febril na Infância. Utilizou-se para essa revisão livros de pediatria, base de dados eletrônica, sendo a amostra constituída de cinco fontes bibliográficas publicadas entre os anos de 2002 a 2015. Convulsão febril é descrita como crise convulsiva acompanhada de febre (temperatura axilar superior ou igual a 37,8ºC por algum método de medida). Que acomete crianças de 6 meses a 60 meses de idade. Sem evidencias de infecção ou inflamação do sistema nervoso central, alterações metabólicas e sem história prévia de crise convulsiva. As convulsões febris não devem ser confundidas com epilepsia, que é descrita por crises epiléticas afebris periódicas, sendo o diagnóstico das crises febris baseado na história clínica do paciente e na descrição completa da crise. O exame físico deve detalhar possíveis focos infecciosos, e a presença ou ausência de sinais meníngeos. Infecções do sistema nervoso central causando crises convulsivas associadas a febre, como meningite e encefalite, devem ser descartadas. Além disso é necessário classificar a crise em simples ou complexa. De modo geral, as convulsões febris simples ou típicas possuem características: tônico-clônicas generalizadas, de curta duração únicas e precoces em uma mesma doença febril. As complexas ou atípicas são crises com duração maior que dez minutos, que se repetem durante o mesmo episódio febril, e acompanhadas por sinais neurológicos transitório. O baixo limiar do córtex cerebral em desenvolvimento, o fato da criança ser mais susceptível a infecções, a tendência a ter febre alta, e o componente genético afetando o limiar convulsígeno são fatores que se combinam e comprovam porque a convulsão febril é um dos problemas neurológicos mais rotineiros da infância. O Tratamento da crise febril inclui fase aguda, profilaxia e orientação aos familiares, para cessar a crise os benzodiazepínicos são os mais utilizados, como o diazepan endovenoso na dose de 0,2 a 0,3 mg/kg/dose ou o midazolam, na dose de 0,2 a 0,7 mg/kg. Deve-se orientar quanto a benignidade do quadro, possibilidade de recorrência, e risco um pouco aumentado de desenvolver epilepsia no futuro. Conclui-se que esse tema é de suma importância e que ainda faltam estudos sobre sua real incidência no Brasil. Entretanto estima-se que 2% a 5% das crianças menores que cinco anos de idade irão apresentar pelo menos uma crise epilética em virtude da febre.

Palavras-chave


Pediatria; Convulsão Febril; Diagnóstico.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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