CIRROSE HEPÁTICA

Jéssica Aparecida Ribeiro, Guilheme Felipe Staudt

Resumo


AEste trabalho trata-se de um estudo descritivo de revisão bibliográfica utilizando-se literatura atual. O objetivo da revisão de literatura é expandir os conhecimentos sobre cirrose hepática, seus principais aspectos etiológicos e fisiopatológicos, além do prognóstico dos pacientes acometidos por essa moléstia. Na composição da amostra utilizou-se os descritores cirrose hepática, hipertensão porta e doença hepática crônica. A cirrose representa o estágio final da doença hepática crônica, em que grande parte do tecido hepático funcional foi substituído por tecido fibrótico. Caracteriza-se por fibrose difusa e conversão da arquitetura normal do fígado em nódulos que contém hepatócitos em proliferação circundados por fibrose. As principais causas de cirrose hepática são as hepatites pelo víus B e C e a doença alcoólica do fígado. Causas menos comuns incluem hepatite auto-imune, cirrose biliar primária, hemocromatose, entre outras. No Brasil não existem dados precisos sobre a prevalência de cirose hepática. O comprometimento dos canais vasculares predispõe a hipertensão porta e suas complicações, obstrução dos canais biliares, levando a insuficiência hepática. As manifestações clínicas iniciais são ausentes ou leves. Na cirrose pode haver perda de peso, fraqueza, anorexia, hepatomegalia, dor abdominal. As manifestações avançadas da cirrose tem como principal causa a hipertensão porta e a insuficiência hepatocelular. A hipertensão porta caracteriza-se por aumento da resistência ao fluxo venoso no sistema porta e pressão sustentada da veia porta acima de 10 mmhg. Resulta em esplenomegalia, ascite e derivações portossitêmicas. A ascite é uma manifestação de estágio tardio da cirrose e hipertensão porta. O diagnóstico da cirrose hepática pe histológico. No entanto, como o estudo anatomopatológico do fígado não é factível em boa parte dos pacientes com cirrose por causa das alterações na coagulação sanguínea, o diagnóstico pode ser dado baseado em parâmetros clínicos e laboratoriais, corroboradospor exame de imagem e endoscopia digestiva. O tratamento em geral é abordado de acordo com a descompensação da doença. A abordagem terapêutica da cirrose compensada inclui tratamento de sintomas se houver, tratamento da causa subjacente, prevenção de complicações, suporte nutricional e avaliação paa transplante de fígado.

Palavras-chave


Cirrose hepática; Hipertensão porta; Doença hepática crônica;



REVISTA UNIPLAC
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