PARALISIA DE BELL: RELATO DE CASO

Vanessa Calegari Bohnert

Resumo


OBJETIVOS: Apresentar um caso clínico de Paralisia facial periférica idiopática ou de Bell, ressaltando a abordagem diagnóstica e terapêutica realizada, com a finalidade de elucidar o manejo dos casos visando melhorar a qualidade dos atendimentos aos indivíduos portadores de etiologias que cursam com esta sintomatologia clínica. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de caso realizado em uma Unidade Básica de Saúde do município de Lages – Santa Catarina no período de Agosto a Outubro de 2013. Participou do estudo um indivíduo do gênero feminino, o qual assinou um termo de consentimento livre e esclarecido. RESULTADOS: Paciente com paralisia facial periférica aparentemente sem uma causa definida necessitou de exames complementares que obtiveram resultados normais. Ao exame físico da face apresentava desvio da rima bucal para a esquerda, lagoftalmia à direita com diminuição dos sulcos frontais à direita. Sensibilidade presente. Sinal de Bell presente. Iniciou plano terapêutico melhorando gradativamente. DISCUSSÃO: A paralisia facial periférica é uma doença que acomete indivíduos de todas as idades, frequente na prática médica, podendo causar alterações emocionais, sociais e profissionais, devido às sequelas que ocorrem em 30% dos casos. Várias doenças podem afetar o nervo facial, porém, a apresentação mais comum é idiopática ou Paralisia de Bell, ocorrendo em 60-80% dos casos. A prevalência da paralisia de Bell é maior no gênero feminino e alguns autores acreditam que a maior frequência entre as mulheres se deva a gestação ser um fator de risco da paralisia e pelo fato de possuírem maior expectativa de vida, quando comparado aos homens. A teoria patogênica mais aceita sobre a paralisia de Bell é de distúrbio vascular da artéria estilomastóidea, que se processaria consoante ao seguinte esquema: espasmo arteriolar – isquemia do nervo – lesão dos capilares – edema – compressão – estase linfática e venosa – anóxia – círculo vicioso. Têm sido comprovadas titulagens sangüíneas elevadas para anticorpos específicos antivirais do herpes simples, da varicela- Zoster, do Epstein-Barr e do citomegalovírus em pacientes com paralisia de Bell. O diagnóstico da paralisia de Bell é de exclusão e essencialmente clínico. Para isso, deve ser realizada avaliação clínica criteriosa acompanhada de exames complementares, quando necessário. Esses pacientes possuem elevada taxa de recuperação espontânea e a conduta é de acordo com a evolução clínica e o diagnóstico precoce. CONCLUSÃO: Houve então, convergência entre as literaturas utilizadas e o caso clínico relatado. A etiologia não foi identificada e, após tratamento, a paciente obteve regressão total dos sintomas.

Palavras-chave


Paralisia facial periférica; paralisia de Bell.



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