ANÁLISE DA PRÁTICA DA AUTOMEDICAÇÃO EM PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE QUE ATUAM NO CURSO DE MEDICINA DA UNIPLAC EM LAGES- SC

Luis Felipe Stella Santos, Marli Adelina de Souza

Resumo


A presente pesquisa desenvolve-se no ano de 2015 e tem como objetivo principal analisar a prática da automedicação nos profissionais da área da saúde que atuam no curso de Medicina da UNIPLAC no Município de Lages, SC. Secundariamente, o trabalho objetiva ainda coletar dados através da aplicação de um questionário para identificar frequência da prática da automedicação; compreender as justificativas que levam os profissionais da área da saúde a realizarem tal ação; verificar se os entrevistados ao automedicar-se leem a bula do medicamento e se há consciência dos riscos de tal prática; estabelecer possíveis relações sobre a atuação profissional na área da saúde e o fácil acesso a medicamentos sem prescrição médica; identificar as classes dos medicamentos que são utilizados pelos profissionais e, por fim, gerar conhecimento sobre a utilização dos medicamentos, a importância da leitura da bula e a não prática da automedicação. A automedicação é a condição em que o paciente faz o uso de medicamentos, sem prescrição médica e, portanto sem indicação ou supervisão médica. Esta é uma prática comum, vivenciada por civilizações de todos os tempos, com características peculiares a cada época e a cada região. Mesmo que os medicamentos usados sejam de venda livre, não são isentos de riscos. O ato de automedicar-se pode trazer prejuízos à saúde como reações de hipersensibilidade, dosagem ineficiente ou excessiva, iatrogenia, alteração do padrão evolutivo da doença, mascarar ou agravar doença de base, dependência medicamentosa, entre outros. Como critérios de inclusão no estudo serão considerados os entrevistados profissionais da área da saúde que atuam no curso de Medicina da UNIPLAC, maiores de 18 anos, no período compreendido entre maio a outubro de 2015, com espaço amostral de 100 entrevistados, e que estão de acordo com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Serão excluídos os entrevistados que responderem ao questionário fora do período relatado e que não atendam os quesitos descritos nos critérios de inclusão e não assinatura do TCLE. A parte da amostragem abordada apresenta conhecimento acerca dos malefícios de tal prática, todavia sem importar-se com os possíveis efeitos colaterais e reações adversas destes fármacos. Há ainda alguns entrevistados que apresentam conhecimento do bulário do medicamento usado. Desta forma, ações educativas e de conscientização serão propostas a fim de melhorar o cenário que possivelmente encontrar-se-á.

Palavras-chave


automedicação; medicina; professores.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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