SEPSE: A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO NA EMERGÊNCIA

Ricardo da Silva Penteado Junior

Resumo


O presente estudo apresenta uma revisão bibliográfica sobre sepse diante da significativa importância desta patologia no cenário da emergência clinica, tendo como objetivo discutir a definição, fisiopatologia, manifestações clínicas, diagnóstico e tratamento da sepse. A metodologia utilizada na revisão bibliográfica foi pesquisa em livros clássicos de Urgência e Emergência e Clínica Médica, além de artigos científicos relacionados ao tema, onde se utilizou como palavras-chave: Sepse, Emergência e Urgência constituindo a amostra de 9 fontes bibliográficas. O estudo foi originado a partir do acompanhamento prático na área de Urgência e Emergência durante a Unidade Educacional Eletivo do 4° ano do curso de Medicina da UNIPLAC em julho/2015.Sepse é definida como uma síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SRIS) de causa infecciosa. Quando a sepse ocasiona disfunção de órgãos ou hipoperfusão, denomina-se sepse grave. A sepse pode ocorrer em resposta a qualquer classe de microrganismo. A invasão microbiana da corrente sanguínea não é essencial, já que a inflamação local também pode desencadear a disfunção de órgãos distantes e hipotensão. A fisiopatologia da sepse é complexa e depende de uma série de fatores. O aspecto comum é a exposição a um patógeno invasor ou à sua toxina, desencadeando uma resposta imunológica e inflamatória com o intuito de controlar essa ameaça ao organismo. Entretanto, essa resposta pode ser excessiva, ocasionando ativação de neutrófilos, monócitos, plaquetas, estimulação da coagulação e redução da fibrinólise. Lesões endotelial e microvascular difusamente causam e/ou pioram a perfusão tecidual, contribuindo para o círculo vicioso encontrado em pacientes com choque séptico.As manifestações clínicas são variadas e dependem das condições prévias de saúde do paciente, da idade e da etiologia da sepse. A história e o exame físico são fundamentais e podem diagnosticar a etiologia da sepse ou sugerir a investigação complementar. Idosos, diabéticos, usuários de corticoides ou de outros imunossupressores, pacientes com câncer, AIDS ou pacientes com história de esplenectomia ou com asplenia funcional têm maior risco de complicações. História de doença renal é importante não só porque isso poderá dificultar a agressividade da reposição volêmica, mas também por sugerir a etiologia da sepse. História de insuficiência cardíaca também é de grande importância, pois pode dificultar a agressividade da reposição volêmica e também indica maior risco de complicações.Para o tratamento ser rápido e eficaz deve-se seguir o protocolo conforme as necessidades do paciente. O protocolo de tratamento consiste nos seguintes passos: a) Instituição de antibioticoterapia precoce (em menos de 1 hora da identificação do paciente séptico). b) Controle do foco infeccioso. c) Ressuscitação hemodinâmica com solução cristaloide deve ser iniciada prontamente. d) Noradrenalina se PAM < 65 mmHg após ressuscitação volêmica. e) Monitorização da saturação venosa central de oxigênio para manter acima de 70% com dobutamina e/ou por transfusão de hemácias (Ht > 30%). f) Normalização do lactato sérico nas primeiras 6 horas. g) Hidrocortisona se necessário aumento frequente da noradrenalina para conseguir PAM > 65 mmHg ou no choque refratário. h) Vasopressina ou epinefrina se choque refratário à noradrenalina.

Palavras-chave


Sepse; Urgência; Emergência.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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