CERATOCONJUNTIVITE SICCA (KCS)

Francine Lima de Sá

Resumo


Ao longo do tempo houveram significativos avanços na área de oftalmologia e percebida a importância do seu estudo. O presente trabalho foi originado pela oportunidade de realizar estágio nessa área durante o mês de agosto de 2015, por meio da Unidade Educacional Eletivo do Curso de Medicina onde foram acompanhados casos de pacientes. O objetivo desse estudo é apresentar conceitos sobre ceratoconjuntivite sicca (KCS) por meio de uma revisão de literatura. A metodologia empregada foi pesquisa em livros de oftalmologia, base de dados eletrônica, sendo constituída a amostra de cinco fontes bibliográficas publicadas entre os anos de 2004 a 2014. Olho seco é definido pela diminuição da quantidade, modificação da qualidade da lágrima. Aproximadamente 15 a 40% da população apresenta sinais de olho seco. Os sintomas incluem irritação, sensação de corpo estranho, queimação, secreção de filamento mucoso, borramento transitório da visão; prurido, fotofobia e sensação de cansaço ou peso. Composição do filme lacrimal por camadas: Lipídica: mais externa, secretada pelas glândulas meibomianas, cuja função é retardar a evaporação da camada aquosa; Aquosa: camada média, secretada pelas glândulas lacrimais, com função é suprir o epitélio corneano avascular de oxigênio atmosférico e função antibacteriana; e Mucínica: camada interna, secretada pelas células caliciformes conjuntivais, criptas de Henle e pelas glândulas de Manz, cuja função é umedecer a córnea e lubrificação. KCS divide-se em: Hipossecretora (Sjogren ou não-Sjogren) e Evaporativa. A Síndrome de Sjogren é uma doença auto-imune que diminui a secreção das glândulas extrínsecas, causando diminuição da camada aquosa. Classificada em primária quando não está relacionada a outras doenças auto-imunes e, em secundária, quando está relacionada. Não-Sjogren associada a: destruição do tecido lacrimal, ausência da glândula lacrimal, obstrução dos ductos da glândula lacrimal e lesões neurológicas. Evaporativa associada a: disfunção das glândulas de Meibômio; desordens do fechamento palpebral; baixa freqüência do piscar; deficiência de vitamina A; uso de lentes de contato; doenças da superfície ocular; fenda palpebral ampla, idade, uso de medicações sistêmicas; baixa umidade do ar, ventos e ambiente ocupacional. Testes clínicos mais utilizados para avaliação do filme lacrimal: teste de Schirmer e tempo de rotura do filme lacrimal. Tratamento: o tratamento básico é feito através da reposição da lágrima com a utilização de lubrificantes tópicos. Para olho seco evaporativo por disfunção das glândulas de Meibomius, eliminar a evaporação das lágrimas, utilizando compressas mornas associado a limpeza das pálpebras com shampoo neutro e uso de tetraciclina tópica; nos casos mais graves pode-se utilizar o uso sistêmico de tetraciclina e seus derivados; e utilizar cápsulas de óleo de peixe ou linhaça. Para casos mais resistentes indica-se oclusão temporária ou permanente dos pontos lacrimais, para que desta forma a lágrima seja mantida em contato por mais tempo com a superfície ocular. Para o caso de mal posicionamento das pálpebras pode-se utilizar tratamento cirúrgico. Nos casos de deficiência de mucina, controlar as condições que determinaram essa deficiência e lubrificação. Conclui-se que são diversos os sintomas de KCS, sendo classificada em hipossecretora e evaporativa, há testes utilizados e o tratamento poderá ser conservador ou cirúrgico.

Palavras-chave


Oftalmologia; Ceratoconjuntivite seca; Diagnóstico



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
EDITORA UNIPLAC | PORTAL DE REVISTAS UNIPLAC
e-mail: propepg@uniplaclages.edu.br | Fone: (49) 3251-1009
Copyright 2012. Editora UNIPLAC