PANCREATITE AGUDA: REVISÃO DE LITERATURA

Marco Antonnio Rocha dos Santos

Resumo


Este trabalho foi originado a partir da vivência durante o período de estágio da Unidade Educacional Eletivo, do 5º ano do curso de Medicina da Uniplac. O campo de atuação foi o Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis. A área escolhida foi medicina interna, no qual foram acompanhados diversos casos clínicos. A presente revisão de literatura tem por tema a pancreatite aguda e por objetivo a compreensão da doença, de sua fisiopatologia, apresentação clínica, diagnóstico, estratificação de risco e tratamento. Para tal, consultou-se livros-texto consagrados da área médica para revisão de matérias básicas (anatomia, histologia e fisiologia pancreáticas), livros-texto de clínica médica e clínica cirúrgica datados de 2006-2009, além de artigos científicos e revisões de literaturas atualizadas datados de 2012-2015. Como resultados, destaca-se que o pâncreas é um órgão predominantemente retroperitoneal, posteriormente ao estômago e em intima relação com o duodeno, principalmente a sua segunda porção, e os vasos esplênicos. Sua vascularização depende principalmente de vasos derivados do tronco celíaco e artérias mesentérica superior, e drenagem venosa através das veias porta, mesentérica superior e esplênica. Histologicamente é dividido em pâncreas endócrino e exócrino, a essa última porção, dá-se maior importância na presente revisão. A integração fisiológica do pâncreas exócrino e a liberação de secreções ricas em bicarbonato e enzimas digestivas é mediada pelo sistema nervoso autônomo, peptídeos parácrinos e endócrinos (gastrina, colecistoquinina, secretina), além da presença de lipídeos, peptídeos e ácido no quimo vindo do estômago e presente no duodeno. A pancreatite aguda é definida como inflamação aguda do pâncreas e tem por causas litíase do trato biliar, alcoolismo, uso de drogas, hipertrigliceridemia, autoimunidade, entre outras. A incidência anual relatada de pancreatite aguda variaram de 4,9 a 35 por 100.000 habitantes. É a principal causa gastrointestinal de hospitalização nos Estados Unidos. A mortalidade tem comportamento bimodal, sendo nas primeiras duas semanas secundaria à resposta inflamatória sistêmica e às disfunções orgânicas. Após esse período, às complicações infecciosas. Há tendência de redução na mortalidade com o avanço do diagnóstico e tratamento. O quadro clínico varia desde um leve desconforto abdominal a um quadro de síndrome inflamatória sistêmica com grande taxa de mortalidade. A abordagem inicial consiste em estratificar a gravidade (tendo a tomografia computadorizada grande importância); manutenção da volemia (preferencialmente com solução de ringer-lactato); minimizar complicações cardiovasculares, pulmonares, renais e gastrointestinais; e analgesia. Após esse período, as complicações tardias ganham o foco da atenção com avaliação a respeito de tratamento cirúrgico. Dentre elas, pode-se citar: Coleções líquidas, necrose estéril, necrose infectada, pseudocisto e abscesso pancreático. Conclui-se que a pancreatite aguda é uma causa importante de morbimortalidade cujo desfecho é muito influenciado pelo diagnóstico e conduta inicial adequados.

Palavras-chave


Medicina, Medicina interna, Pancreatite, Síndrome da resposta inflamatória sistêmica



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