VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA

Rodrigo Canello

Resumo


A Unidade Educacional Eletivo do 2º Ano do curso de Medicina foi desenvolvida na área de Clínica Médica do Hospital Tereza Ramos com pacientes internados da área de Infectologia, supervisionado por um médico orientador. Este trabalho apresenta uma breve revisão de literatura, realizada durante o Eletivo, sobre o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) e sobre a pneumocistose, uma das infecções oportunistas que mais acometem pessoas imunodeprimidas. A revisão baseou-se em cinco livros, dois artigos e um boletim epidemiológico, os quais serviram como base para ampliar o aprendizado. O HIV é transmitido por relações sexuais, por sangue e de mãe para filho. No inicio foi identificado, principalmente, entre homossexuais masculinos e usuários de drogas endovenosas. Desde o início da epidemia de Aids no Brasil até junho de 2014, registraram-se no país 757.042 casos, sendo que a faixa de 25 a 34 anos concentra cerca de metade dos eventos notificados. O HIV é um retrovírus que tem tropismo para linfócitos T CD4, mas também pode atacar macrófagos e monócitos. A interação entre o retrovírus e o linfócito T CD4 se faz por meio da ligação entre a glicoproteína GP120 do envelope viral e a molécula CD4 presente na superfície do linfócito. Após a entrada na célula, o RNA é viral é liberado, transcrito em DNA pela enzima transcriptase reversa e o DNA viral integra-se ao DNA do hospedeiro, iniciando sua replicação. A replicação viral leva a cargas virais muito elevadas e diminuição na contagem de linfócitos T CD4. Na maioria dos pacientes haverá a síndrome retroviral aguda em que os sinais e sintomas surgem duas a quatro semanas após a exposição ao vírus e duram de uns poucos dias até duas semanas, combatidos pela resposta imune do hospedeiro. Em seguida, inicia-se a fase assintomática que pode durar até dez anos. A fase final é a progressão para SIDA caracterizada por colapso das defesas do hospedeiro, aumento dramático do vírus plasmático e doença clínica grave que coloca a vida em risco. Quando o sistema imunológico se torna gravemente comprometido é comum ocorrer infecções oportunistas (IO). Estas envolvem microrganismos comuns que normalmente não produzem infecção. O Pneumocystis jiroveci é um destes microorganismos, um fungo que causa pneumonia grave e tem porta de entrada pulmonar, com infecção primária assintomática. A pneumocistose manifesta-se como doença fundamentalmente pulmonar. A síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA/AIDS) foi reconhecida há apenas 34 anos, mas apesar disso já existem diversos estudos sobre tal enfermidade, o que comprova a relevância do tema. Permanecem alguns detalhes que ainda estão sendo estudados, sendo a cada ano mais aprimorados, como o Tratamento Antirretroviral (TARV) e a tendência é a melhora progressiva da qualidade de vida dos pacientes soropositivos.

Palavras-chave


Clínica Médica. Infectologia. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Infecções Oportunistas. Pneumocistose.



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