ASPECTOS GERAIS DO CÂNCER DE MAMA

Andressa Samistraro

Resumo


A experiência desenvolvida durante a Unidade Educacional Eletivo no Curso de Medicina da UNIPLAC proporcionou a revisão bibliográfica sobre câncer de mama. Nesse período, que ocorreu durante o mês de julho e agosto de 2015, o grande número de consultas, acompanhadas na UNACON, em decorrência do câncer de mama despertou interesse sobre essa afecção, assim esse trabalho tem como objetivo apresentar suas principais características. A metodologia utilizada foi a revisão de literatura realizada com base em seis bibliografias de oncologia, nas politicas de saúde bem como em periódicos científicos encontrados na SciELO, no período de 2011 a 2015. O câncer de mama, segundo o INCA, representa o tumor maligno mais frequente em mulheres, respondendo por 22% dos casos novos de câncer a cada ano. É uma doença sistêmica, na qual o tumor se dissemina por contiguidade, canais linfáticos e metástases através da corrente sanguínea; os órgãos mais envolvidos com as metástases são linfonodos regionais, pele, ossos, fígado, pulmões e cérebro, sendo que os tumores de crescimento rápido têm maior chance de metastatizarem. Histologicamente pode ser ductal, lobular ou uma associação de ambos, sendo o ductal o mais comum; na ausência de invasão do tecido mamário, o carcinoma é in situ. O Carcinoma Ductal in situ pode apresentar-se como uma massa palpável, com ou sem secreção do mamilo; já o Carcinoma Lobular in situ é detectável apenas microscopicamente, é um fator de risco para desenvolvimento de câncer invasivo. A etiologia do CA de mama é multifatorial, tendo como fatores de risco: gênero feminino, idade avançada, nuliparidade, idade avançada à época do primeiro parto, anormalidades histológicas anteriores na mama, predisposição genética e fatores ambientais como alcoolismo, tabagismo e sedentarismo. Sua evolução é bastante heterogênea, porém quando detectado em estádio inicial apresenta cura com 10 a 20% de chances de ocorrerem metástases; o câncer de mama metastático não é curável, mas apresenta uma evolução estável durante a terapia. O Ministério da Saúde recomenda que o rastreamento para o câncer de mama seja feito da seguinte forma: mulheres entre 40 e 49 anos devem realizar o exame clínico das mamas e se alterado, realizar mamografia; mulheres entre 50 e 69 anos devem realizar exame clínico das mamas anual e mamografia a cada dois anos; mulheres acima de 35 anos com risco elevado devem realizar exame clínico das mamas e mamografia anual. De acordo com o INCA, as taxas de mortalidade por CA de mama continuam elevadas no Brasil, muito provavelmente porque a doença é diagnosticada já em estágios avançados. Conclui-se que os dados encontrados na literatura consultada direcionam que para a redução da incidência e mortalidade do CA de mama são necessárias estratégias como diagnóstico precoce, medidas preventivas efetivas para indivíduos de alto risco e identificação adequada da neoplasia. A experiência vivenciada permitiu observar um elevado número de mulheres em tratamento com bom prognóstico de cura, o que leva acreditar que seus diagnósticos foram realizados precocemente.

Palavras-chave


Oncologia. Neoplasia de Mama. Diagnóstico.



REVISTA UNIPLAC
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