ABORDAGEM AO PACIENTE COM DOR TORÁCICA

Pamela de Almeida

Resumo


Este estudo surgiu a partir de uma experiência acadêmica na área de Emergência durante a Unidade Educacional Eletivo do curso de medicina, durante o mês julho/2015. Dor torácica é uma das principais queixas que levam o paciente a procurar atendimento médico, particularmente nos serviços de emergência. A variedade e possível gravidade das condições clínicas que se manifestam com dor torácica faz com que seja primordial um diagnóstico rápido e preciso das suas causas. O objetivo é apresentar uma breve revisão bibliográfica sobre Abordagem ao Paciente com Dor Torácica discutindo conceito, diagnósticos diferenciais e conduta inicial. A metodologia utilizada na revisão foi a pesquisa em livros clássicos de clinica médica e periódicos científicos na área de emergência, onde utilizou-se como palavras-chave Dor Torácica e Emergência, constituindo a amostra de sete fontes bibliográficas. São inúmeras as causas de dor torácica e elas podem ser secundárias ao acometimento de diversos órgãos e sistemas. Dentre as que colocam em risco a vida do paciente e que, portanto, precisam de um diagnóstico imediato, tem-se o Infarto Agudo do Miocárdio, o Tromboembolismo Pulmonar, a dissecção de aorta, a ruptura de esôfago e o pneumotórax hipertensivo. Na avaliação física inicial, o estado geral do paciente, os sinais vitais e achados como palidez e sudorese apontam para causas potencialmente fatais. O exame físico deve incluir a aferição da pressão arterial em ambos os braços e a palpação dos pulsos em ambas as pernas, incluindo, ainda, o estado respiratório e hemodinâmico. Se qualquer um desses parâmetros estiver comprometido, o tratamento inicial deve visar a estabilização do paciente antes de continuar a avaliação diagnóstica. O ECG é um exame essencial para adultos com dor torácica que não provenha de causa traumática óbvia. Os marcadores de lesão do miocárdio são frequentemente obtidos na avaliação da dor torácica aguda no pronto socorro. A estabilização de pacientes com suspeita de causas potencialmente fatais de dor torácica deve ter início imediato. Os pacientes devem permanecer em repouso e receber oxigênio suplementar por cateter ou máscara, adequando-se a oferta à necessidade do indivíduo. Um acesso venoso deve também ser obtido o mais rapidamente possível. Além disso, deve-se iniciar a monitorização eletrocardiográfica, de pressão arterial e de saturação de oxigênio. Esses procedimentos são recomendados mesmo antes da obtenção da história e do exame físico detalhados ou outros exames complementares. Desde que não haja história prévia de alergia, o ácido acetilsalicílico está indicado a todos os pacientes com suspeita de infarto agudo do miocárdio. Nitratos ou nitroglicerina sublingual também serão administrados para a grande maioria desses pacientes, pois são úteis no controle da dor e da eventual hipertensão arterial associada ao evento agudo. A revisão sobre Dor Torácica possibilitou o aprofundamento dos conhecimentos sobre esta queixa, a mais comum na sala de emergência, que tem aumentando em proporções epidêmicas e que tem ganhado cada vez mais importância no mundo ocidental.

Palavras-chave


Dor Torácica. Emergência. Medicina Clínica. Urgência.



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