RELATO DE EXPERIÊNCIA: CRISE ASMÁTICA NA SALA DE EMERGÊNCIA

Gustavo Montibeller da Silva, Sandro Yudi Takeda

Resumo


Introdução: Asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por inflamação associada à hiperresponsividade das vias aéreas, que leva a episódios recorrentes de sibilos, dispneia, opressão torácica e tosse, particularmente à noite ou no início da manhã. Esses episódios são consequência da obstrução ao fluxo aéreo intrapulmonar generalizado e variável, reversível espontaneamente ou com tratamento. Crises agudas podem rapidamente levar o paciente a óbito por insuficiência respiratória, por isso a grande importância no manejo rápido e eficiente da asma nos serviços de emergência. Objetivos: Este trabalho tem como objetivo abranger os principais aspectos clínicos e o tratamento da asma incluindo nestes as medidas farmacológicas e de suporte terapêutico, nos serviços de emergência. Métodos: A partir da experiência de estágio eletivo realizado na emergência do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres em Lages-SC no mês de Julho de 2015, realizou-se uma revisão de literatura sobre o tratamento da Asma na sala de emergência, levantando os mais recentes e relevantes artigos encontrados na base de dados Pubmed e Scielo. Para a pesquisa utilizou-se os termos DeCS “Asthma + Emergency + Treatment”, livros de maior relevância na área também foram adicionados à pesquisa. Considerações: Esta enfermidade afeta pessoas de todas as raças, grupos étnicos e etários. Já foram identificados mais de 100 genes implicados na patogênese da doença. Entre muitos dos fatores podem desencadear uma crise asmática estão às infecções do trato respiratório por vírus e bactérias, bem como exposição de alergenos como o pó, sílica e o pólen. Sua patologia ocorre através da inflamação da via aérea e do broncoespasmo, levando a graus variáveis de aumento da resistência ao fluxo aéreo, hiperinsuflação pulmonar e uma diminuição da relação ventilação/perfusão. O diagnóstico é dado por meio de características clínicas e funcionais do paciente. O tratamento na sala de emergência dependerá da gravidade do quadro podendo-se utilizar de medicamentos como os B2-agonistas, Anticolinérgicos, Corticosteroides, com maior evidencias de benefícios, bem como o sulfato de magnésio, heliox, e xantinas com seu uso ainda pouco suportado por ensaios clínicos. Outras medidas como o uso oxigênio terapia devem sempre ser realizadas, intubação orotraqueal é uma medida salvadora, devendo ser utilizada nos casos mais graves. Mais recentemente, o uso ventilação com pressão positiva menos invasiva podendo ser utilizadas em pacientes poucos responsivos as medidas convencionais e com bons resultados já comprovados em estudos clínicos.

Palavras-chave


Estágio Clínico; Medicina de Emergência; Asma



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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