BRONQUIECTASIA: UMA DOENÇA FREQUENTE NA PNEUMOLOGIA

Michelle Souza dos Santos Moreira

Resumo


Este relato de experiência visa apresentar as atividades realizadas durante a Unidade Educacional Eletivo do curso de medicina da Universidade do Planalto Catarinense. As atividades pertinentes a esta unidade permitem manter o estudante em contato com diferentes serviços de saúde, de modo que o estudante elege a área de interesse e também o local de realização do estágio. As atividades do ano de 2015 foram desenvolvidas no Hospital Universitário de Santa Maria-RS, no setor de Pneumologia. O objetivo é apresentar uma breve revisão bibliográfica sobre bronquiectasia, uma afecção frequentemente encontrada na clínica pneumológica. A metodologia utilizada foi pesquisa em livros clássicos de pneumologia, clínica médica e medicina interna, periódicos científicos da pneumologia e cirurgia torácica, construindo a amostra de dezesseis fontes bibliográficas. De acordo com Goldman e Ausiello (2009), a bronquiectasia é um transtorno adquirido dos brônquios principais e bronquíolos, caracterizada por dilatação anormal permanente e destruição da parede dos brônquios. Segundo Lopes (2014), são necessários dois elementos para sua ocorrência: a agressão infecciosa e a deficiência na depuração das secreções brônquicas A dilatação, associada à inflamação e ao enfraquecimento da parede brônquica, causa distorções nos brônquios e cicatrização, o que, a longo prazo, prejudica os mecanismos de defesa e a depuração mucociliar, promovendo acúmulo de secreção no trato respiratório. O acúmulo de secreção, por sua vez, propicia a instalação de colônias de bactérias e a infecção do trato respiratório, que pioram ainda mais a depuração mucociliar, gerando, assim, dano ao epitélio das vias aéreas e o ciclo vicioso da infecção que podem conduzir, mais tardiamente, à insuficiência respiratória. (ZANCHET, RC et al, 2006, p.458). A relevância da bronquiectasia vai além de sua mera presença, pois o pior prognóstico da doença está associado a uma acelerada perda da função pulmonar, ao aumento da mortalidade e uma redução significativa na qualidade de vida (SANTOS DO NASCIMENTO; MAIWORM; CADER, 2013, p.74). O quadro clássico se caracteriza por hipersecreção das vias aéreas, com tosse e expectoração abundante diária (predomínio matinal). É comum observar crises de exacerbação associadas a infecções que se caracterizam por expectoração purulenta, febre, dispneia, sibilos, dor torácica e sintomas gerais como emagrecimento, inapetência e halitose (LOPES, 2014, p. 641). A bronquiectasia traz consigo expansiva morbidez, interferindo de maneira significativa na qualidade de vida de seus portadores. As experiências práticas e os referenciais teóricos utilizados no estudo possibilitaram um aprofundamento nos conhecimentos que envolvem a pneumologia, em especial a bronquiectasia, bem como a melhor compreensão da epidemiologia, etiologia, do mecanismo fisiopatológico, diagnóstico e tratamento da doença.

Palavras-chave


bronquiectasia; pneumologia; medicina



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