AUTOMEDICAÇÃO DE ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS (AINES) EM ACADÊMICOS DO CURSO DE MEDICINA DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR DE SANTA CATARINA.

Sergio Papareli Júnior, Marli Adelina de Souza, Anelise Masiero

Resumo


A automedicação sempre foi uma pratica comum, vivenciada por diversas civilizações apresentando características peculiares em cada época e região. É definida como o ato de utilizar medicamentos sem prescrição médica, sendo a escolha do medicamento realizada por indivíduos inaptos para tal, com o objetivo de curar patologias ou diminuir sintomas. A orientação médica é inapropriadamente substituída pelas prescrições de medicamentos por pessoas não autorizadas, como amigos, familiares ou balconistas da farmácia. A automedicação entre acadêmicos tem sido estudada em diversos países da Europa, América Ásia. Entretanto, a maioria destes trabalhos não aborda implicações da automedicação entre os acadêmicos do curso de medicina, embora estejam propensos à automedicação devido a sua formação, são raras as investigações que abordam especificamente este grupo. No Brasil, estudos de base populacional sobre a prevalência e os fatores associados à automedicação são escassos. Neste contexto, o estudo propõe investigar este fenômeno em acadêmicos do curso de medicina de uma instituição de ensino superior da Região Serrana de Santa Catarina. Trata-se de um estudo descritivo, transversal, quantitativo com aplicação de questionário estruturado. A pesquisa abrangerá acadêmicos do curso de Medicina regularmente matriculados na Instituição de Ensino Superior no ano de 2015/2016. O cálculo da amostra, com um nível de significância de 5%, identificou um “n” de 195 acadêmicos. Serão incluídos acadêmicos de todos os anos, distribuídos equitativamente, desde o primeiro até o sexto ano do curso, com idade superior a 18 anos. A aplicação do instrumento para a coleta de dados será realizada em salas de tutoria ou outro cenário que os acadêmicos estiverem reunidos. As atividades da pesquisa serão desenvolvidas considerando os preceitos éticos estabelecidos na Resolução CNS nº 466/12. O projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos. Após analisar o questionário, esperam-se os seguintes resultados: Elevada prevalência da automedicação em acadêmicos do 5° e 6° anos, devido a um maior conhecimento em relação aos fármacos; Facilidade ao acesso dos fármacos; Baixa adesão à leitura das bulas nos acadêmicos do primeiro ano; Menor conhecimento sobre contraindicações e indicações nos acadêmicos dos primeiros anos; Além destas questões mais pontuais, os pesquisadores esperam, por meio dos dados encontrados, propor ações educativas, alertando cientificamente os acadêmicos sobre o risco dessa prática.

Palavras-chave


Acadêmicos. Medicina. Automedicação. Anti-inflamatórios não-esteroidais.



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