EPILEPSIA DO LOBO TEMPORAL

Victor Frandoloso

Resumo


Introdução: Representando uma das doenças neurológicas mais comuns, a epilepsia possui prevalência de 1 em cada 200 pessoas. A doença ocorre em todas as idades, costuma ter curso crônico e impor altos custos ao paciente, devido ao seu impacto pessoal, social e econômico. A epilepsia do lobo temporal (ELT) é a forma mais comum de epilepsia focal na população adulta, sendo responsável por 40% de todos os casos de epilepsia nesta população. Objetivos: Fornecer um panorama geral sobre epilepsias, dando um enfoque final à epilepsia do lobo temporal. Método: Revisão sistemática da literatura utilizando artigos catalogados na base de dados PUBMED e Scielo, além de livros e outras publicações atualizadas sobre o tema. Os UNITERMOS utilizados foram: epilepsia e epilepsia do lobo temporal. Artigos mais recentes de revisão e/ou originais com maior relevância foram incluídos. Autores, anos, métodos e resultados foram tabulados e analisados criticamente. Considerações: Dependendo da localização, as crises epilépticas podem ser focais, ou seja, com início em uma região restrita do encéfalo, ou generalizadas, quando as descargas se originam concomitantemente nos dois hemisférios. As crises focais podem ser simples, quando há preservação da consciência durante o ictus (crise epiléptica), ou complexas, quando há perda de consciência. Os episódios são decorrentes de uma excitabilidade hiperssincrônica de populações neuronais corticais e subcorticais. O termo epileptogênese refere-se ao processo dinâmico que progressivamente altera a excitabilidade neuronal, estabelece conexões críticas e induz alterações estruturais. As epilepsias do lobo temporal (ELT) são aquelas cuja zona epileptogênica está localizada em estruturas corticais (neocórtex temporal) ou subcorticais (arquicórtex da formação hipocampal, giro parahipocampal e amígdala) do lobo temporal. Uma das características neuropatológicas mais importantes na ELT é a morte neuronal seletiva no hipocampo. Vários estudos neuropsicológicos, de neuroimagem e neuropatológicos têm demonstrado que a ELT, independentemente da etiologia subjacente, é uma condição progressiva, onde crises recorrentes estão associadas à perda neuronal e declínio do desempenho cognitivo progressivos.

Palavras-chave


Medicina; Neurologia; Neurocirurgia; Epilepsia; Epilepsia do lobo temporal



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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