ESTUDO DE CASO: ARTRITE SISTÊMICA

Maria Teresa Santos Ribeiro

Resumo


Introdução: Este estudo foi baseado em uma paciente que me deparei durante meu período de estágio na unidade educacional eletivo. A doença apresentada pela paciente é a artrite sistêmica que é caracterizada pela forma sistêmica da artrite idiopática juvenil (AIJ). A incidência é igual no sexo feminino e masculino, sendo que o pico de acometimento da doença é entre os 2 e 4 anos. Esta forma de apresentação da AIJ representa cerca de 10-15% de todos os casos. Quando ocorre em pacientes com mais de 16 anos pode-se chamar de Doença de Still do adulto. A artrite sistêmica, além do quadro articular marcante da AIJ, apresenta febre alta, acompanhada com pelo menos uma das manifestações: rash, linfadenopatia, serosite ou hepatoesplenomegalia. A doença pode trazer complicações graves como coagulação intravascular disseminada e a síndrome de ativação dos macrófagos. O diagnóstico requer a presença do quadro articular associado à febre (>38,5º) por mais de duas semanas consecutivas. Portanto, os achados clínicos e as alterações laboratoriais fazem considerar o diagnóstico que geralmente é de exclusão. Um acompanhamento cuidadoso é essencial para os pacientes diagnosticados. O tratamento difere para casos leves até casos mais severos onde é necessária internação hospitalar. Objetivo: O objetivo deste trabalho é evidenciar o tema de artrite sistêmica de acordo com as experiências vivenciadas na área da pediatria na visão de acadêmica de medicina. Expondo o curso da patologia em questão, a qual acometeu a paciente acompanhada, assim como sua evolução clínica associada às condutas terapêuticas. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência acerca de um caso acompanhado durante estágio a unidade educacional Eletiva da Universidade do Planalto Catarinense, realizado no mês de julho do ano de 2015, no Hospital Infantil Joana de Gusmão na cidade de Florianópolis -SC. Através do acompanhamento da paciente em questão, puderam-se identificar importantes manifestações clínicas que acompanham a condição da artrite sistêmica, bem como os métodos utilizados para elucidar hipóteses diagnósticas partindo do quadro sindrômico manifestado pela paciente. Considerações: É de suma importância agregar sinais e sintomas, bem como uma história clínica elaborada para buscar pontuar hipóteses diagnósticas plausíveis. A artrite sistêmica pode ter tratamentos efetivos e seu diagnóstico é muito importante. Portanto, uma criteriosa análise de dados associada a uma evolução clínica competente, prediz o diagnóstico correto e a consequente conduta adequada.

Palavras-chave


Doença de Still; diagnóstico; tratamento; artrite.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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