DIAGNÓSTICO E MANEJO DE LEUCEMIA LINFOCÍTICA CRÔNICA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Leonardo de Sousa Bernardes, Maria Cristina Mazzetti Subtil, Lucia Soares Buss Coutinho, Marcio Petenusso

Resumo


Como parte integrante da grade curricular do quarto ano do curso de medicina da Universidade do Planalto Catarinense, optei por aprofundar meus conhecimentos na área de clínica médica na Unidade Educacional Eletivo do ano de 2015, através da vivência por duas semanas na Unidade Básica de Saúde do bairro Coral, localizada no município de Lages. Dentre as diversas doenças que pude ter contato neste período, me chamou a atenção a Leucemia Linfocítica Crônica, no que tange à prevalência da doença em nosso meio, e à possível detecção precoce desta em nível da atenção primária de saúde. O objetivo do presente estudo é apresentar uma breve e concisa revisão bibliográfica acerca da Leucemia Linfocítica Crônica, doença que fora diagnosticada em um paciente acompanhado durante a minha experiência na Unidade Educacional Eletivo de 2015, ressaltando, principalmente, como pode ser realizado o diagnóstico e o estadiamento no nível de atenção básica de saúde. Trata-se de uma revisão de literatura realizada através de um levantamento de artigos e periódicos em base de dados online, datados de 2010 a 2015, e de livros da área de ciências da saúde. A leucemia linfocítica crônica é uma neoplasia maligna, caracterizado por um aumento progressivo de linfócitos funcionalmente incompetentes, sendo a mais comum no mundo ocidental, e a responsável por cinco mil mortes anualmente nos Estados Unidos. É mais corriqueira em homens brancos, e em indivíduos entre 60 a 80 anos de idade. Sua etiologia permanece desconhecida; entretanto, aparentemente há uma tendência de hereditariedade genética em pacientes com familiares portadores dessa moléstia. O quadro clínico, quando presente, se caracteriza por aumento simétrico de linfonodos cervicais, axilares ou inguinais, indolores, e, em estágios tardios, esplenomegalia. Devido à imunossupressão resultante da hipogamaglobulinemia e da disfunção da imunidade celular, as infecções oportunistas tornam-se mais frequentes. O primeiro passo do diagnóstico, principalmente em Unidades Básicas de Saúde, é feito através de um hemograma de rotina (“check-up”), o qual demonstra uma leucocitose, com amplo predomínio de linfócitos, enquanto o hematócrito e as plaquetas costumam estar normais. O tratamento para indivíduos de baixo risco e de doença indolente costuma ser conservador, apaziguando a sintomatologia durante o curso da enfermidade e reservando a quimioterapia para casos mais graves e ao hematologista. Em suma, podemos concluir que a leucemia linfocítica crônica, apesar de complexa e por vezes grave, pode ser diagnosticada em estágios iniciais já em Unidades Básicas de Saúde. Dessa forma, torna-se fundamental o conhecimento a respeito dos principais aspectos da moléstia, desde a fisiopatologia, fatores de risco, até à conduta a ser adotada pelo profissional de saúde e até mesmo por acadêmicos de medicina.

Palavras-chave


leucia linfocítica crônica; tratamento; atenção primária de saúde.



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