DELIRIUM EM PACIENTES NA TERAPIA INTENSIVA

Gabriel Didone

Resumo


Este relato de experiência aborda informações e reflexões vivenciadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta do Hospital Hélio Anjos Ortiz – Curitibanos (SC) durante o desenvolvimento da Unidade Educacional Eletivo do 2º Ano do curso de Medicina. Uma síndrome que surgiu ao longo do estágio eletivo, foi o Delirium, bastante prevalente nos pacientes em estado grave na UTI adulta. Devido a sua importância, também pelo fato de ser bastante ignorado pelos médicos, mesmo sendo determinante para um prognóstico e não apresentar sua devida relevância para análise dos pacientes por muitas equipes de hospitais, deicidiu-se elaborar este trabalho com o objetivo de apresentar uma breve revisão bibliográfica sobre o Delirium em pacientes hospitalizados em UTI. A revisão conta com 5 artigos científicos publicados entre os anos de 2006 a 2014, com o diagnóstico do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), além de livro de medicina intensiva. Delirium é um distúrbio comum que se desenvolve de forma aguda com alterações da consciência, de curso flutuante, acompanhado por desatenção, distúrbios do pensamento, percepção e cognição. É uma importante forma de disfunção orgânica. Essa síndrome pode acometer cerca de 80% dos pacientes internados em Unidade de terapia intensiva em uso de ventilação mecânica. Seus fatores de risco dentro da UTI são principalmente o uso de medicações, sedação, sepse, traumas, choque, o próprio ambiente da terapia intensiva, entre outros. Sua causa não está bem definida mas os estudos indicam que ocorre uma alteração nos neurotransmissores, gerando uma disfunção do metabolismo oxidativo cerebral. Devido a dificuldade e a importância de saber diferenciar Delirium de Delírio, investigou-se a diferença entre elas, na qual o Delirium é uma síndrome ogânica que decorre de condições clínicas comuns, como o pós-cirúrgico, sepse, enquanto o Delírio se trata de um sintoma decorrente de patologias psiquiátricas, como esquizofrenia, em que ocorre alteração do juízo de realidade em decorrência de pensamento patológico. O tratamento é feito com antipsicóticos típicos e atípicos, devendo-se evitar o uso de benzodiazepínicos. O diagnóstico do Delirium tem sido associado a maior tempo de permanência do paciente na Terapia Intensiva e ao aumento da mortalidade, por isso a necessidade de compreender-se melhor o assunto abordado nesta revisão e ampliar o olhar clínico dos profissionais envolvidos nessa área.

Palavras-chave


Unidade de Terapia Intensiva. Delirium. Estágio.



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