SÍNDROME DO DESFILADEIRO TORACICO: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA DAS ABORDAGENS CIRURGICAS

Silvio Luis Frondoloso, Natalia Veronez da Cunha Bellinati, Bruna Fernanda da Silva, Henrique Boell Pimentel, Thais Bedin

Resumo


A Síndrome do Desfiladeiro Torácico (STD) constitui uma disfunção do membro superior, podendo ser uni ou bilateral que resulta na compressão do feixe vasculho nervoso do plexo braquial, a artéria e veias subclávia na sua passagem pela SDT. Na maioria dos casos, o tratamento é conservador, no sentido de reduzir os sintomas e evitar compressões do plexo braquial através analgesia, correções posturais e/ou fortalecimento da musculatura da cintura escapular. Porém quando os pacientes apresentam dor crônica refratária e sem remissão com tratamento conservador, a indicação cirúrgica se faz necessário. O objetivo desta revisão é analisar as diferentes técnicas cirúrgicas empregadas na abordagem do desfiladeiro torácico desde Clagett em 1962 até os dias atuais com Kuhn et al, 2015. Foram analisadas as bases de dados Scientific Eletronic Library Online (SCielo), Pubmed, Livros Textos e Cochraine, utilizando síndrome do desfiladeiro torácico e abordagem cirúrgica como palavras de busca. Foram encontrados 205 publicações nos idiomas inglês e português, sendo 202 artigos de periódicos e 3 livros textos. Os procedimentos cirúrgicos descritos na literatura mostram três abordagens principais para a descompressão da SDT: a abordagem transaxilar, supra clavicular e posterior. A abordagem transaxilar, descrita por Roos em 1966, é a mais utilizada até os dias de hoje. Proporciona maior visibilidade para exposição da primeira costela torácica, das bandas fibrosas e apresenta melhor cicatriz. A abordagem supra clavicular torna mais favorável à exposição das estruturas do plexo braquial, o pescoço e a primeira costela cervical, além das estruturas neurovasculares. A abordagem posterior foi originalmente descrita por Clagett, em 1962. Ela permite melhor exposição dos elementos proximais do plexo braquial para neurólise. Os estudos têm apresentado taxas de sucessos semelhantes entre as abordagens transxilar e supra clavicular, sendo menos utilizada a subescapular (posterior). Sheth & Campbell (2005) compararam a ressecção transaxilar da primeira costela com a neurólise supra clavicular do plexo braquial e observaram sucesso mais evidente com a ressecção da primeira costela. As abordagens mais utilizadas atualmente são as vias supraescapular e a transaxilar. A supra clavicular proporciona maior visualização das estruturas anatômicas e praticamente abandonada a abordagem posterior descrita por Clagett em 1962, por ser muito invasiva e podendo levar a maior morbidade do ombro como por exemplo a escapula aladas (“ombro em asa”). Dentre os procedimentos propostos na literatura, a abordagem supra clavicular com microscopia óptica é descrito como um procedimento mais direto, permitindo analisar com muita clareza as estruturas envolvidas, reduzindo o risco de pneumotórax.

Palavras-chave


síndrome do desfiladeiro torácico; abordagem cirúrgica



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