A ANTERIOR MATERIALIDADE COMPOSITIVA NA MODELAGEM ARQUITETÔNICA: DO TRIDIMENSIONAL AO BIDIMENSIONAL NO ENSINO DA EXPRESSÃO GRÁFICA NA PRIMEIRA FASE DE ARQUITETURA.

Kareenn Cristina Zanela Diener

Resumo


Este relato de experiência tem o objetivo de delinear os resultados observados na disciplina de Meios de Expressão Visual, do curso de Arquitetura e Urbanismo da Uniplac, no primeiro semestre de 2015. O processo de compreensão de um projeto arquitetônico reveste-se de elementos complexos, que demandam a equação de um grande número de variáveis, dentre as quais está a compreensão espacial anterior ao projeto. A superação desta dificuldade de ensino da forma arquitetônica, já nas primeiras aulas requer conhecimentos de forma, de espaço e de desenho. Tradicionalmente as escolas de arquitetura oferecem um modo linear de ensino desta disciplina, começando pela representação e desenho dos elementos compositivos, como linhas, contornos, texturas e elementos formais e não formais. Como problematização da pesquisa busca-se compreender: de que maneira poderíamos ensinar os primeiros passos da composição arquitetônica de modo que o aluno pudesse melhor compreendê-la sem que fosse para ele um processo abstrato e pouco palpável em relação à espacialidade? Teóricos como Francis Ching, em seus livros “Arquitetura, forma, espaço e ordem” (2005) e o pesquisador russo Artur Tokarev, com sua obra “Método A” (2012) vêm trazer subsídios para o entendimento do processo compositivo. Primeiramente optou-se pela decomposição do objeto em suas formas geométricas primitivas – prismas de bases quadradas, circulares e triangulares. Partindo da tridimensionalidade para a bidimensionalidade, escolhemos por fazer o “caminho inverso”, deixando para que os alunos concluíssem o trabalho com o desenho e aplicação de luzes e sombras, somente depois da montagem de maquetes físicas de livre composição espacial. O resultado deste método mostrou-se eficaz, contribuindo para um melhor entendimento das relações espaciais/projetuais. Entre as vantagens do uso desta técnica, destacam-se: a ampliação da percepção espacial, que antes se tornava abstrata, pois o desenho precedia a materialidade compositiva; uma melhora na apresentação e percepção do desenho, com apreciação dos dados de profundidade, pois os alunos partiram de elementos físicos montados por eles mesmos, materializados em isopor; melhora na exploração das múltiplas soluções e compreensão das questões de projeto, saindo do arquétipo da “casa de criança”. Tornou-se assim possível o entendimento da massa compositiva formal e espacial, pela via da anterior materialidade e a melhora nos meios de expressão que são a base para a linguagem artística arquitetônica. De certa forma ao fazer o “processo inverso” os estudantes se encorajam no arranjo da forma e do espaço arquitetônico. E, ao fazer uso de elementos de transformação da forma, como adição e subtração, ordenamentos da mesma, com seus esquemas compositivos e a articulação da forma física em isopor, houve um implemento na resolução dos problemas pertinentes a criação compositiva, tornando mais fácil o desenho de arquitetura.

Palavras-chave


tridimensionalidade, ensino arquitetura, desenho, forma, espaço



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