VIOLÊNCIA NO COTIDIANO ESCOLAR- BULLYING

Marcele Antunes de Oliveira, Cíntia de Melo, Gabriel Branco Souza

Resumo


Atualmente as discussões acerca da dignidade humana, igualdade de direitos e recusa a qualquer tipo de discriminação, são extremamente importantes, em todos os ambientes, principalmente nas escolas. Diante disso, destaca-se um tipo de violência: bullying no cotidiano escolar que vem sendo muito frequente nas escolas. O bullying é um problema mundial, sendo encontrado em toda e qualquer escola. Considerando que atitudes violentas ao outrem acontecem diariamente, percebe-se a necessidade de ações reflexivas junto aos educadores a fim de promover novas possibilidades na atuação e compreensão sobre o tema. Diante disto, questiona-se: Como os professores podem interagir em suas ações com os alunos de modo a possibilitar reflexões que ajudem a compreender a violência enquanto uma ação de desrespeito com decorrência muitas vezes destrutivas e irreparáveis? Essa pesquisa tem como Objetivo Geral: 1. Identificar a ocorrência de bullying praticados por alunos do 6° ao 9° ano da Rede Estadual de Ensino da cidade de Lages SC e como Objetivos Específicos: 1. Identificar as formas mais frequentes de bullying. 2. Especificar os tipos de encaminhamentos que a escola realiza perante esses anos. 3. Descrever os problemas que uma vítima bullying pode sofrer na escola. A pesquisa foi exploratória. Os sujeitos da pesquisa foram alunos e professores do 6° ao 9° ano. A técnica de coleta de dados se constituiu de observação não participante e questionário. Para a análise de dados foi realizado a partir de abordagem quantiqualitativa. Os resultados iniciais apontam que: 50% dos alunos responderam que a forma mais frequente de bullying é o verbal, para 28% é o físico, para 12% o silencioso e 10% dos alunos responderam cyberbullyng (virtual). Enquanto os professores responderam que ocorre o bullying verbal, físico, silencioso e cyberbullyng. De acordo com os professores. Os encaminhamentos que a escola realiza quando ocorre bullying na escola, segundo os professores são: conversar com a vítima e o agressor e em casos mais graves chama-se os responsáveis e também é feita a orientação e punição para o agressor quando necessário. Para os alunos os problemas que uma vítima de bullying pode sofrer na escola são: 7% vergonha, 1% perseguição, 17% medo, 2% tristeza, 14% agressões 5% ameaças, 9% ofensas, 17% ficar sem amigos, 15% se sentem humilhadas. 1% não sabem e 12% não responderam. Conclusão: Embora a pesquisa esteja em andamento, é possível afirmar que a escola é um dos formadores do sujeito e é dever da mesma orientar os alunos e professores sobre o tema em questão, de modo que ao estudar a violência na escola, é necessário situá-la dentro da sociedade capitalista, ou seja, acredita-se que os casos de bullying podem estar compreendidos a partir de um processo mais geral de crise da sociedade, que se tornou um subproduto negativo da globalização.

Palavras-chave


Educação, escola, violência, escola e bullying



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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