MINISTÉRIO PÚBLICO E DIVERSIDADE DE RAÇAS E GÊNEROS

Gessica Leite Cavichioli, Maria Izabel Melegari, Audrilara Arruda Rodrigues Campos, Susana da Silva Pires de Liz, Arnete Trein

Resumo


Trata-se da experiência vivenciada no processo de estágio obrigatório do Curso de Serviço Social no 8º semestre, sendo realizado na Instituição no Ministério Público de Santa Catarina, comarca de Lages. Neste espaço institucional o assistente social da promotoria tem como missão trabalhar em prol da democracia, o compromisso com a busca de direitos garantidos pela Constituição, onde precisa estar comprometido com a defesa dos direitos humanos, sendo este o grande norteador de seu agir profissional. Assim, neste campo de atuação profissional o Assistente Social contribui para instrumentalizar a ação dos Promotores de Justiça para a tomada de decisões, quer seja em procedimentos administrativos ou em ações civis públicas nos quais a realidade social dos envolvidos tem peso preponderante. Neste sentido realizamos um relato de experiência para expor a nossa vivência como estagiárias desse espaço institucional. Observar o funcionamento do Serviço Social no MPSC e as ações desenvolvidas por este setor referente a questão de diversidade de raças e gêneros, a fim de atrelar a teoria de sala de aula com a prática no campo de Estágio, realizando intervenções com o profissional Assistente Social e verificando a importância do trabalho do Serviço Social dentro do MP. Auxilio nos atendimentos juntamente com o profissional Assistente Social, nas demandas apresentadas pelos usuários, bem como realizar os devidos encaminhamentos tanto dentro do Ministério Público quanto para a rede socioassistêncial. A proposta deste relato consiste em refletir sobre a questão da diversidade racial e de gênero, bem como dos impasses e desafios em torno dessa questão, principalmente no Brasil. A concepção de que parte este trabalho é dos atendimentos das mais diversas Raças e Gêneros dos usuários que chegam até o setor de Serviço Social do Ministério Público e pela discriminação como uma violação dos Direitos Humanos. Tomar o marco dos Direitos Humanos como ponto de referência para se debater a questão da inclusão e a questão da diversidade se faz relevante porque nos remete à compreensão do ser humano como um todo e não de determinado grupo específico. A percepção da discriminação como violação de direitos traz consigo, uma crítica à falsa noção de um ser humano supostamente universal. Essa é uma noção que nos permite ampliar nosso olhar profissional e pensar na questão da inclusão, visto que o serviço social é uma profissão de cunho sócio educativo, e dentro desse tema e intervenção que realizamos nesse período de estágio foi possível analisar que temos diversos campos de atuação para se trabalhar na inclusão dessas pessoas discriminada em nosso país, conforme defendemos na CF/88. Enquanto acadêmicas do Curso de Serviço Social é importante destacar que a experiência enquanto estagiárias contribui de forma significativa para nosso processo de formação profissional sendo este um espaço de crítica e reflexão, ressaltar também que o Serviço Social do MP é indispensável para garantir os direitos das pessoas que encontram-se com seus direitos violados.

Palavras-chave


Serviço Social, Ministério Público, Estágio Obrigatório, Raça e Gênero



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