VIVENDO ACIMA DA CODEPENDÊNCIA: UMA ABORDAGEM TERAPÊUTICA

Audrilara Arruda Rodrigues Campos, Maeve Machado, Janaina Varela Mafra

Resumo


Este é um relato de experiência para expor nossa vivência como acadêmicas de Serviço Social e estagiárias em Comunidade Terapêutica, sendo elas: CRAVI e CRENSA, realizado no período de março a novembro de 2015. Essas Comunidades Terapêuticas consistem em um espaço para a reabilitação física, psicológica e reinserção social de homens com transtornos decorrentes ao uso de substâncias psicoativas (SPA), álcool e outras drogas. Sendo que a abordagem terapêutica não deve ater-se apenas ao indivíduo, mas também estender-se à família e/ou grupo social no qual esteja inserido. O tema de abordagens terapêuticas para o tratamento da dependência química e a co-dependência, ou seja, a doença dos familiares, consistiu em uma abordagem metodológica, ativa e pragmática, com a finalidade de obter informações a respeito do histórico familiar. Através deste histórico, foi possível envolver a equipe multidisciplinar da qual englobou o repasse coletivo e continuo de informações, respeitando as características e individualidades de cada família, com o intuito de propor estratégias e alternativas que visam a melhora na convivência e na promoção da saúde e bem-estar da micro para macro sociedade. A ação consiste em reuniões de grupo com horários, dias e local previamente agendados, dirigida e conduzida pela equipe técnica, com a finalidade de repassar o conhecimento, informação, sobre a dependência química e a co-dependência. A participação da família é considerada de fundamental importância para obtenção de um prognóstico positivo de tratamento e recuperação, devendo permear todo o processo. Os problemas enfrentados pelo dependente químico não estão dissociados do contexto em que ele vive. De fato, em função da doença, as ligações interfamiliares vão deteriorando-se, provocando a marginalização ou até a exclusão do sujeito do meio familiar e social. É necessário, portanto, restabelecer o equilíbrio funcional da família, de forma que as trocas de afeto possam voltar a fluir de forma saudável. Através da terapia familiar torna-se possível que a compreensão entre os membros da família aumente gradativamente propiciando aos familiares a recuperação da co-dependência, além do resgate dos valores sociais, dos papéis e responsabilidades, e ao acolhido a sua reinserção social e volta ao convívio familiar. A experiência contribui para a aprendizagem e a prática do estágio em comunidade terapêutica. No olhar do Serviço Social é sempre importante refletir sobre sua própria maneira de pensar a respeito do uso de álcool e outras drogas, revendo conceitos e buscando informações para conseguir de fato reconhecer, prevenir e encaminhar para tratamento as pessoas com problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas, mudando sua postura e deixando de lado preconceitos. A dependência química e a co-dependência é um grande desafio para a profissão, há a necessidade de ser um profissional versátil, na tentativa de redescobrir alternativas e com competência crítica para enfrentar as múltiplas expressões da questão social.

Palavras-chave


abordagem, comunidade terapêutica e família.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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