Genotipagem (PCR-RFLP) de isolados Toxoplasma gondii (T. Gondii) em pacientes com toxoplasmose e sua aplicação clínica

Victor Frandoloso, Felipe Theodoro Bezerra Gaspar Carvalho da Silva

Resumo


Introdução: A toxoplasmose apresenta mundialmente alta prevalência. Um terço dos seres humanos são parasitados pelo Toxoplasma gondii. O Brasil apresenta a maior taxa de soropositividade no mundo (68,5%). O epicentro epidêmico se encontra entre o noroeste do Rio Grande do Sul e serra Catarinense (estimam-se prevalências entre 80 e 90%), achados atribuíveis a fatores higiênico-dietéticos e ambientais (Ferreira et al., 2011). A diversidade genética deste parasita é um tema relevante de investigação. Recentemente, o desenvolvimento de métodos sensíveis de detecção e genotipagem deste microrganismo foram desenvolvidos, tornando possível investigar potenciais correlações entre genótipo parasitário e padrões de acometimento, epidemiologia, assim como biologia populacional do T. gondii.

Objetivos: Revisão sistemática da literatura sobre toxoplasmose e genotipagem de T. gondii.

Método: Revisão crítica da literatura utilizando artigos catalogados na base de dados PUBMED e Scielo. Os UNITERMOS utilizados foram: toxplasmosis; genotyping/genotypes; e clinical manifestations; artigos mais recentes de revisão e/ou originais com maior relevância foram incluídos. Autores, anos, métodos e resultados foram tabulados e analisados criticamente.

Resultados: Além da alta prevalência há taxas de manifestação e gravidade desproporcionalmente altas (p. ex., prevalência de toxoplasmose ocular de 2% nos EUA vs. 18% no Brasil) (Ferreira et al., 2009). Sabe-se também que a variabilidade genotípica do parasita é, do mesmo modo, descomensuradamente maior no Brasil (p.ex., 3 principais genótipos isolados nos EUA vs. > 30 no Brasil) (Pappas et al., 2009; Ferreira et al., 2011). RFLP-PCR (do Inglês, restriction lenght polymorphism – polymerase chain reaction) com marcadores genéticos (SAG1, 5’-3’SAG2 e outros) através de microsatélites e seqüenciamento multilocus utilizando sondas específicas permite clssificar os genótipos de acordo com a Toxo DB - (http://toxodb.org/toxo/) (Darde, 2004). Estudo local com Gallus gallus (frangos) apontou para grande diversidade geotípica (identificados 3 genótipos novos [NEO1-3] e os já conhecidos toxo DB#23, 53 e 120) (Trevisani, 2013).

Considerações finais: Não há estudos regionais em humanos. Os estudos analisados não correlacionaram a presença dos diferentes genótipos com a gravidade das manifestações clínicas. Estes dados apontam para a relevância de levantamento local de biodiversidade genotípica e correlação clínica.

Palavras-chave


Toxoplasmose; T. gondii, genotipagem; Epidemiologia.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
EDITORA UNIPLAC | PORTAL DE REVISTAS UNIPLAC
e-mail: propepg@uniplaclages.edu.br | Fone: (49) 3251-1009
Copyright 2012. Editora UNIPLAC