Pancreatite Aguda

Eduardo Campagnaro

Resumo


Esta revisão bibliográfica tem como objetivo aprimorar o conhecimento sobre Pancreatite Aguda analisando suas particularidades haja vista que, mesmo tendo sua patogênese pouco compreendida, já são conhecidas inúmeras condições clínicas causadores de acometimento pancreático. O objetivo é apresentar definição, principais etiologias, apresentação clínica, diagnóstico, critérios de gravidade e conduta. A metodologia utilizada compreende revisão literária em livros clássicos de clínica médica e periódicos científicos da área de clínica médica onde utilizou-se como palavras-chave Medicina Clínica e Pancreatite Aguda, constituindo a amostra de oito fontes bibliográficas, incluindo a última publicação sobre o assunto do site UpToDate. O estudo foi originado a partir de uma experiência acadêmica na área de Clínica Médica, Unidade de Terapia Intensiva e Oncologia durante a Unidade Educacional Eletivo do curso de medicina, durante o mês de julho/2014. A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas caracterizada clinicamente por dor abdominal e elevação sérica de enzimas pancreáticas. A patogênese da pancreatite aguda até hoje não é completamente entendida, porém um número grande de condições clínicas são conhecidas como causadoras dos mais variados graus de severidade de acometimento pancreático como a litíase biliar e o abuso crônico de álcool(VEGE, 2014). A pancreatite aguda tem apresentação clínica e gravidade muito variável. Cerca de 20% dos indivíduos acometidos apresentam curso grave da doença, associando-se ao desenvolvimento de falência multiorgânica e morte. Embora a mortalidade global da pancreatite aguda venha caindo nas últimas décadas (cerca de 12% para 2%), estas taxas mantêm-se muito elevadas no subgrupo com doença grave(AMÁLIO, et al, 2012). A dor abdominal é o principal sintoma da pancreatite aguda, podendo variar desde um leve e tolerável desconforto e, mais comumente, a uma angústia intensa e incapacitante. A dor constante e de natureza lancinante, localiza-se no epigástrio e na região periumbilical e, com frequência irradia-se para as costas, bem como para o tórax, os flancos e a parte inferior do abdome. A náusea, os vômitos e a distensão abdominal também constituem queixas frequentes(LONGO, et al, 2013). Os principais exames laboratoriais no diagnóstico da pancreatite são as dosagens de amilase e lipase séricas. A dosagem da lipase sérica é considerada o exame laboratorial primário para o diagnóstico de pancreatite, já que apresenta alta sensibilidade e especificidade e se mantém elevado por vários dias. Normalmente, a hiperamilasemia é discreta não ultrapassando três vezes o valor normal. São inúmeros os critérios de gravidade utilizados na pancreatite aguda, os de Ranson foram o primeiro escore largamente utilizado, inicialmente desenvolvido para avaliação da pancreatite alcoólica, foi modificado posteriormente para o uso também nos casos de etiologia biliar(GUIMARÃES, 2009). Outros tipos de índices de gravidade específicos para pancreatite aguda foram desenvolvidos ao longo do tempo como o Osborn, Blarney, Imrie e Balthasar(AMALIO, 2012). A base do tratamento é o suporte clínico e a suspensão da ingesta oral, já que ainda não há tratamento específico para a pancreatite(GUIMARÃES, 2009). A revisão sobre tal patologia possibilitou o aprofundamento de conhecimentos que envolvem a complexidade da realização de diagnósticos diferenciais na área de clínica médica.

Palavras-chave


Gastroenterologia. Pancreatite aguda. Medicina Clínica



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