Doença arterial coronariana: manifestações clinicas e diagnóstico

Natália Melo

Resumo


A síndrome coronariana (SC) é “o continuum de isquemia miocárdica que varia desde a angina estável, até o infarto do miocárdio (IM) com elevação do segmento ST, no outro extremo”(GOLDMAN; AUSIELLO,2009), enquanto a Doença Arterial Coronariana (DAC) ocorre mais frequentemente por uma obstrução das artérias coronarianas devido a uma placa ateromatosa, anomalias congênitas da artéria coronariana, doença valvar aórtica, cardiomiopatia hipertrófica e cardiomiopatia dilatada idiopática também podem ter esta doença como desfecho (BRAUNWALD, 2010). Esta revisão bibliográfica tem como objetivo apresentar manifestações clínicas da Doença Arterial Coronariana/Síndrome Coronariana discutindo seu diagnóstico. A metodologia utilizada na revisão foi pesquisa em livros de clínica médica e cardiologia, diretriz brasileira e a base de dados UPTODATE onde se utilizou como palavras-chave, doença coronariana e angina, constituindo a amostra de sete fontes bibliográficas. O estudo foi originado a partir de uma experiência acadêmica prática, na área de Cardiologia do curso de medicina, em julho/2014.Os principais fatores de risco para desenvolvimento da DAC são: doença aterosclerótica não coronariana, diabetes mellitus, doença renal crônica, idade, sexo, história familiar, hipertensão, dislipidemia, tabagismo, sedentarismo e outros (WILSON, 2014). A angina é uma síndrome clínica caracterizada por dor ou desconforto em quaisquer das seguintes regiões: tórax, epigástrio, mandíbula, ombro, ou membros superiores. É tipicamente desencadeada ou agravada com a atividade física ou estresse emocional, e atenuada com uso de nitroglicerina e derivados (CESAR, 2014).Muitos pacientes podem ser diagnosticados de Doença Isquêmica Estável do Coração baseado na historia clínica de angina pectoris na presença de um ou mais fatores de risco para doença aterosclerótica cardiovascular. Um eletrocardiograma deve ser realizado em todos os pacientes. No entanto, a maior parte dos pacientes necessita de testes diagnósticos, como cintilografia e/ou arteriografia para assegurar o diagnostico e avaliar a extensão da doença (KANNAM, 2014). Braunwald, Gersh e Morrow (2010), afirmam que a angina estável surge como um desconforto torácico causado por isquemia miocárdica, desencadeada por esforço, mas não apresenta necrose do músculo cardíaco. Dentro da isquemia miocárdica, segue-se a angina instável, que é definida como angina pectoris quando apresenta ao menos umas das seguintes características: ocorrer em repouso ou esforço mínimo, durando geralmente mais de 20 minutos; intensa e de início recente (há menos de 1 mês); ocorrer de forma progressiva, em um padrão em crescendo, ou seja, mais intensa, prolongada ou frequente que anteriormente. Alguns pacientes com essas características já apresentam necrose miocárdica, evidenciada pela dosagem dos marcadores séricos cardíacos (como Creatinoquinase fração MB ou Troponina), confirmando o diagnóstico de infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (BRAUNWALD, 2010). O infarto agudo do miocárdio pode apresentar supradesnivelamento do segmento ST, um diagnóstico que requer um eletrocardiograma e evidências de morte da célula miocárdica como consequência de isquemia prolongada. A revisão sobre esta doença possibilitou o aprofundamento de conhecimentos que envolvem a complexidade da realização de diagnósticos diferenciais, importantes na formação médica.

Palavras-chave


Cardiologia. Angina. Doença Arterial Coronariana.



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