Ruptura Prematura de Membranas

Renata Collaço Cassol

Resumo


Esta revisão bibliográfica visa ampliar o conhecimento acerca da Ruptura Prematura de Membranas (RPM) analisando suas características e a sua importância, visto que é uma intercorrência obstétrica frequente. O objetivo desta revisão de literatura sobre RPM é apresentar definição, possíveis complicações e a escolha da conduta apropriada. A metodologia utilizada na revisão constitui pesquisa de artigos sobre o tema na base de dados SciELO e em livros clássicos de Ginecologia e Obstetrícia, totalizando seis referências bibliográficas. Utilizou-se como palavras-chave Obstetrícia, Ruptura Prematura de Membranas e Parto Pré-Termo. O interesse neste estudo originou-se a partir de um caso observado durante a Unidade Educacional Eletivo do curso de medicina, durante o período entre 16 de Junho e 19 de Julho de 2014. Segundo Freitas et al (2011) , a ruptura prematura de membranas , é a ruptura do âmnio antes do início do trabalho de parto e não depende da Idade Gestacional (IG). Sua etiologia é pouco esclarecida, o diagnóstico complexo, os riscos materno fetais são significativos e seu manejo é conflitante. A incidência é de 10% de todas as gestações. A Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia define que a ruptura das membranas amnióticas que ocorre antes da vigésima semana de gestação torna o aborto inevitável. E quando a RPM ocorre entre 20 e 37 semanas, ela é classificada como ruptura prematura de membrana pré-termo. O período que transcorre entre a ruptura das membranas e o início do trabalho de parto é chamado período de latência. A RPM no termo, isto é, acima de 37 semanas, é fator para indução do parto imediata. A determinação da idade gestacional (IG) é indispensável quando ocorre a RPM pré-termo, para que se possa prever o prognóstico e traçar a conduta terapêutica. Fatores como a evidência de infecção intra-uterina (corioamnionite), descolamento prematuro da placenta, sofrimento fetal ou trabalho de parto são indicação para a interrupção da gestação. Prolongar o período de latência melhora significativamente a morbiletalidade perinatal na gestação longe do termo, entre 24 e 32 semanas. (REZENDE, 2010). De acordo com Paula et al (2008) a ocorrência da corioamnionite representa um argumento contra a conduta conservadora, em que se procura manter a gestação, no casos de RPM pré-termo, estando esta conduta associada ao dano neonatal, óbito fetal. A taxa de infecção é diretamente proporcional à duração do período de latência, aumentando após as primeiras 24 horas e sendo no mínimo dez vezes maior após 72 horas depois da ruptura das membranas. A IG no momento do parto torna-se crucial na determinação da conduta. O manejo conservador em RPM após 34 semanas aumenta o risco de corioamnionite. (GONCALVES; NETO; SILVEIRA, 2010). Segundo Guerra et al (2014), a diminuição do líquido amniótico (LA) associado à RPM pré-termo contribui para aumentar a prevalência de coriamnionie e os desfechos neonatais adversos. Os resultados apontam que a IG, quantidade de LA e a presença de infecção são fatores determinantes na escolha da conduta.

Palavras-chave


Obstetrícia; Ruptura Prematura de Membranas; Parto Pré-Termo.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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