A Morte Encefálica e a Captação de Órgãos no estado de Santa Catarina e município de Lages

Guilherme Henrique Ávila do Carmo, Ricardo Rath de Oliveira Gargioni, Rômulo Di Nallo

Resumo


INTRODUÇÃO: O conceito de morte encefálica foi introduzido à humanidade em 1959 pelos franceses Mollaret e Goulon no artigo “Le Coma Dépassé” (CORREA NETO, 2010). Desde então o entendimento sobre o tema evoluiu e o seu conceito foi aprimorado. Atualmente a morte encefálica é definida como a parada total e irreversível das funções encefálicas, de causa conhecida e constatada de modo indiscutível, manifesta por coma profundo, apneia e ausência de reflexos supra-espinhais (LAGO, 2007).

Os testes e protocolos de diagnóstico de morte encefálica também passaram por modificações e aprimoramentos. Atualmente no Brasil, esse diagnóstico é realizado de acordo com a resolução 1.480/97 do Conselho Federal de Medicina. A evolução do conceito de morte encefálica, assim como o aprimoramento profissional no manejo do tema, foi fundamental para viabilidade da doação de órgãos, uma vez que, diagnosticada mediante critérios legais, segue-se a manutenção das funções vitais para a efetivação dos transplantes (GUETTI; MARQUES, 2008).

No Brasil, no ano de 2013, foram realizadas 8871 notificações de morte encefálica com um total de 2526 doações efetivas, com uma média de 13,2 doadores por milhão de habitantes. (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS, 2013). No mesmo período em Santa Catarina foram realizadas 416 notificações de morte encefálica, das quais 170 culminaram em captações de órgãos, com a excelente média de 27,2 doadores por milhão de habitantes. Das 416 notificações catarinenses, 22 foram realizadas pelo Hospital Nossa Senhora dos Prazeres de Lages, sendo essa entidade responsável pela captação de 8 doadores efetivos, com a média de 22,8 doadores por milhão. Os dados parciais do primeiro semestre de 2014 apontam a realização de 14 notificações e 5 doações efetivas nesse hospital. A média de doações por milhão em Santa Catarina é a melhor média nacional (atrás apenas do Distrito Federal) e está entre as melhores médias internacionais. A Região de Lages também representa um destaque nacional. (SC TRANSPLANTES, 2014).

OBJETIVOS: Difundir conceitos acerca de morte encefálica entre profissionais de saúde e público em geral. Divulgar os excelentes dados referentes ao desempenho do município de Lages e do estado de Santa Catarina na captação de órgãos. Estimular a discussão e a difusão dos conhecimentos sobre o tema com o objetivo de aumentar a captação de órgãos nos hospitais credenciados.

METODOLOGIA: O método de pesquisa escolhido foi revisão de literatura. Utilizamos artigos publicados online entre os anos de 2007 a 2013. Foram utilizados ainda os dados dos balanços estatísticos da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos e do grupo SC Transplantes. Os dados referentes ao Hospital Nossa Senhora dos Prazeres de Lages foram cedidos pelo coordenador local da SC Transplantes Dr Ricardo Rath de Oliveira Gargioni.

CONSIDERAÇÕES: Estudos apontam que grande parcela da população não compreende o significado da morte encefálica e acredita que o potencial doador falecido ainda tem condições de viver (TEIXEIRA, 2010). Portanto o amplo estudo, assim como a correta difusão do conhecimento sobre o tema são fundamentais para a manutenção de Santa Catarina e Lages entre os pontos de destaque na captação de órgãos.

Palavras-chave


Morte Encefálica; Transplante; Doação Dirigida de Tecido;S



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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