Agentes Comunitários De Saúde (Acs’s) No Enfrentamento Da Mortalidade Infantil Através Da Educação Permanente: Contribuições Do Programa De Educação Pelo Trabalho - Pet-Saúde/Rede Cegonha/Uniplac

Clayton de Oliveira Beloni, Vanessa Cruz Correa, Claudia Ana Modesti, Ludimara de Oliveira Rosa, Suian de Liz Gonzaga dos Santos

Resumo


Trata-se do relato de experiência de estudantes de Medicina e Enfermagem acerca de uma das oficinas do projeto de extensão “Educação Permanente para Humanização da Gestação e Nascimento”. O projeto foi elaborado pelo grupo PET-Saúde/Rede Cegonha/UNIPLAC (composto por estudantes de Enfermagem, Medicina e Odontologia, profissionais de saúde da Atenção Básica e Hospitalar sob orientação de Enfermeira-Docente/UNIPLAC). Ainda em fase de execução, o projeto tem como foco a Promoção da Saúde e enfrentamento da mortalidade materna e infantil através de oficinas oferecidas a profissionais de saúde de cinco Unidades de Saúde (US) e uma Maternidade da Serra Catarinense. Sua vigência vai de maio a novembro de 2014, quando deverá contemplar as seis unidades onde atua o projeto. O Estado de Santa Catarina apresenta baixos índices de mortalidade infantil, contudo, a região da Serra Catarinense ainda apresenta índices altos, incompatíveis com o restante do Estado. Frente a esta realidade, o objetivo da oficina “Enfrentando a Mortalidade Infantil” foi discutir estratégias de enfrentamento da mortalidade infantil junto a ACS’s. A oficina aconteceu no mês de julho de 2014, em uma das US, durante o horário de Educação Permanente. A proposta metodológica foi a Metodologia Problematizadora. Após a discussão acerca da mortalidade infantil, os ACS’s identificaram como ponto-chave as causas evitáveis da mortalidade. A teorização do tema ocorreu através de levantamento bibliográfico previamente selecionado, com informações sobre principais causas evitáveis e dados estatísticos nacionais, estaduais e regionais. As hipóteses de solução foram trabalhadas com base em 5 casos fictícios de investigação de óbito infantil. Os ACS’s foram divididos em 5 grupos e através do diálogo elaboraram estratégias para evitar os óbitos. Ao final, cada caso foi apresentado e discutido por todos os presentes. Esta oficina contou com a participação de 15 ACS’s que foram unânimes em declarar o desconhecimento das dimensões do problema e o impacto que estes dados representam para a realidade local. Relataram casos reais e vivências similares às fictícias e demonstraram-se surpresos com intervenções simples, porém eficazes que podem ser utilizadas em seu trabalho para diminuir a mortalidade infantil. Constatou-se que os ACS’s interagiram de forma positiva nas discussões e consideraram de suma importância a participação e envolvimento do grupo com o desafio de reduzir os índices de mortalidade infantil da região. Conclui-se que a integração ensino/serviço através do PET-Saúde/Rede Cegonha/UNIPLAC proporcionou atualização profissional, reafirmou a importância da educação permanente e elucidou a necessidade de ampliar discussões acerca da referência/contra referência durante o processo de formação profissional. O objetivo da oficina foi plenamente atingido, uma vez que a metodologia utilizada propiciou aprendizagem significativa de maneira simples, contextualizada e voltada para a realidade. Os ACS’s assumiram papel de sujeitos ativos frente ao problema apresentado, verbalizando estratégias e ações a curto, médio e longo prazo, pois perceberam-se capacitados e conscientes da importância e necessidade de redução da mortalidade infantil.

Palavras-chave


mortalidade infantil, educação permanente



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