Síndrome de Brugada, 30 anos após sua descoberta

Gustavo Montibeller da Silva, Leonardo de Sousa Bernardes, Guilherme Henrique Ávila do Carmo

Resumo


A fibrilação ventricular é responsável anualmente por mais de 300.000 mortes súbitas nos Estados Unidos. De 5% a 12% destes casos são classificados como fibrilação ventricular idiopática, destas a síndrome de Brugada pode ser responsável por 40 a 60% dos casos. A Síndrome de Brugada é uma doença genética relacionada a mutações no gene SCN5A que é responsável pela unidade dos canais do sódio cardíacos, tem um modo de transmissão autossômica dominante com penetração incompleta, afeta predominantemente homens na proporção 8/1 e está relacionada com morte súbita em corações normais, tendo o pico de incidência por volta dos 40 anos.

Este trabalho tem como objetivo estudar e trazer a debate os aspectos clínicos, patológicos, diagnósticos e terapêuticos da síndrome de Brugada.

Foi desenvolvido a partir de uma experiência prática de estágio eletivo no curso de medicina, para a pesquisa foram usadas às bases de dados PUBMED e SCIELO, usando os DeCS “Brugada” mais “Syndrome”. Os artigos mais recentes e de maior relevância foram inclusos, bem como, revisões e ensaios clínicos.

Apesar de ser uma patologia descoberta em 1992, não se conhece afundo sobre os reais mecanismos e evolução da doença, sabe-se que, esta leva a arritmias ventriculares malignas geralmente culminando em morte do paciente, seu rastreio é feito pelo eletrocardiograma basal e seu diagnóstico pode ser realizado pela história clínica em associação a um teste provocativo com Ajmalina, sendo o desfibrilador implantando a alternativa terapêutica definitiva.

A partir desta pesquisa evidenciou-se que, mesmo se tratando de uma doença potencialmente fatal, pouco se sabe sobre os mecanismos que envolvem o desenvolvimento de arritmias malignas, é de grande importância que novos estudos sejam realizados, pois estes irão permitir o melhor conhecimento da doença, permitindo o diagnóstico cada vez mais precoce bem como melhora na sobrevida dos portadores dessa síndrome.

Palavras-chave


Síndrome de Brugada; Fibrilação Ventricular; Morte Súbita



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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