As Percepções Das OrientadoraS Escolares Na Implantação Das Políticas Públicas De Gênero Na Rede Municipal De Ensino De Lages (Sc)

Lucia Aulete Burigo De Sousa, Mareli Eliane Graupe

Resumo


Este artigo é um recorte do projeto de pesquisa em andamento, que tem como objetivo conhecer as percepções d@s orientador@s educacionais sobre o processo de formação continuada d@s professor@s do Ensino Fundamental I na rede Municipal de Educação de Lages (SC) no que se refere às políticas públicas educacionais de inclusão da equidade de gênero desde a década de 1990. Entendemos que as relações de gênero no contexto educacional, juntamente com outras, de raça, etnia, classe e orientação sexual, são indispensáveis para a construção cidadã a ser desenvolvida na escola pel@s que fazem parte dos processos educacionais, seja na função de orientador/as seja de formador@s, mestres ou aprendizes. A pesquisa tem como referencial teórico autor@s que escrevem sobre educação, gênero e formação de professor@s, a exemplo de Louro, Auad, Carvalho, Graupe, Silva, Almeida e Scott. Est@s autor@s apresentam contribuições que possibilitam a construção de novos conceitos no que tange a gênero no processo de formação continuada da Secretaria Municipal de Educação de Lages. A investigação se caracteriza como uma pesquisa qualitativa que busca a análise documental dos projetos políticos pedagógicos, plano anual e entrevistas focalizadas com orientador@s escolares de quatro escolas da rede municipal de ensino de Lages. Estudar as questões de gênero no campo da formação continuada implica em discutir com professor@s, alun@s e a escola entendem as resignificações de valores e símbolos em prol da desconstrução de hierarquia entre os sexos, e buscar o desenvolvimento de ferramentas teórico-metodológicas que auxiliem na construção de uma sociedade justa para tod@s. Constatou-se durante a realização da análise parcial documental das escolas que em três Projetos Políticos Pedagógicos e três Plano Anual a temática de gênero aparece de forma indireta, quase velada. As referências a esse tema são situadas no âmbito da diversidade, mas sem a explicitação da palavra gênero, o que pode gerar interpretações diversas e abrir brechas para que a questão de gênero não seja discutida na escola. Também não foram encontradas referências quanto às legislações e políticas públicas de gênero. Na análise parcial das entrevistas com @s orientador@s escolares a partir das categorias levantadas previamente nota-se que nos ambientes escolares @s orientador@s percebem a necessidade de se trabalhar a temática de gênero com professor@s, alun@s e pais devido à violência, discriminação e indisciplina. Outra questão é a falta de leituras e reflexões por parte d@s professor@s e ausência de busca de material e de apoio da orientação pedagógica a esse respeito pel@s docentes, problema sentido também pel@s orientador@s.

Palavras-chave


Educação; Gênero; Formação Continuada; Professor ; Políticas Públicas de Gênero.



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