Medicina De Família E Comunidade: Atenção Básica À Saúde

Michelle Souza dos Santos Moreira

Resumo


Este relato de experiência visa aprimorar o conhecimento sobre a medicina de família e comunidade analisando os aspectos práticos desta especialidade médica que é essencial para o funcionamento do sistema de saúde. O objetivo é apresentar definição da especialidade e sua função, os aspectos biopsicossociais envolvidos na prática médica e os principais programas de atenção básica preconizados pelo ministério da saúde. A metodologia utilizada foi pesquisa em livros clássicos de saúde coletiva, periódicos científicos da área de saúde coletiva e medicina de família e comunidade e cadernos de atenção básica do Ministério da Saúde, construindo a amostra de nove fontes bibliográficas somadas a experiências práticas vivenciadas pelo autor. O estudo foi originado a partir de um estágio curricular na área de medicina de família e comunidade no desenvolvimento da Unidade Educacional Eletivo do curso de medicina, durante o mês de agosto/2014. A medicina de família e comunidade – MFC – é a especialidade médica da integralidade com foco centrado na atenção primária à saúde. Por isso, é uma especialidade estratégica na conformação dos sistemas de saúde. Cabe à MFC, partindo de um primeiro e fácil acesso, cuidar de forma longitudinal, integral e coordenada da saúde das pessoas, considerando seu contexto familiar e comunitário (ANDERSON, GUSSO; CASTRO FILHO, 2005). A atenção ambulatorial de primeiro nível, ou seja, os serviços de primeiro contato do paciente com o sistema de saúde, de fácil acesso, direcionados a cobrir as afecções e condições mais comuns e a resolver a maioria dos problemas de saúde de uma população, é em geral denominada de atenção primária à saúde. A política nacional de atenção básica reconhece a Saúde da Família como modelo substitutivo e de reorganização da atenção básica. Reforça a necessidade de que a expansão desse modelo garanta a sua integração à rede de serviços de saúde municipal no sentido de organizar o sistema municipal de saúde. A equipe de saúde da família é multiprofissional, composta por um médico generalista, um enfermeiro, um ou dois auxiliares/técinicos de enfermagem e cinco a seis agentes comunitários de saúde. É responsável pelo acompanhamento da saúde de seiscentas a mil famílias. (GIOVANELLA et al, 2012). A maneira como as pessoas vivem, moram, alimentam-se, trabalham, amam, divertem-se, movimentam seus corpos, ou seja, a maneira como as pessoas levam sua vida, interfere em seu equilíbrio vital e, portanto, no seu processo saúde doença. (CAMPOS et al, 2007). Dentre os programas preconizados pelo ministério da Saúde destacam-se os cadernos de atenção básica: Acolhimento à demanda espontânea (2011), Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa (2006), Atenção ao pré-natal de baixo risco (2012), Saúde da Criança: crescimento e desenvolvimento (2012), Hipertensão arterial sistêmica (2006), Diabetes Mellitus (2006). As experiências práticas e os referenciais teóricos utilizados no estudo possibilitaram o aprofundamento nos conhecimentos que envolvem a medicina de família e comunidade, bem como sua importância na atenção primária à saúde.

Palavras-chave


Medicina; Comunidade; Família.



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