Diagnóstico Diferencial De Dor Torácica: Enfoque No Infarto Agudo Do Miocárdio

Gabriella de Barros Assink

Resumo


O infarto agudo do miocárdio (IAM) decorre de um procedimento de instabilização da placa de ateroma, proporcionando assim a formação de um trombo intracoronário, com consequente obstrução do fluxo sanguíneo da artéria em questão. A revisão de literatura sobre diagnóstico diferencial de dor torácica com enfoque no Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) de que trata este estudo, derivou de uma experiência de intervenção prática realizada em ambiente hospitalar, na área de Cardiologia, desenvolvida durante a Unidade Educacional Eletivo, no mês de agosto/2014. A metodologia utilizada na revisão foi pesquisa em livros clássicos de cardiologia, diretrizes presentes nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia e periódicos científicos da área de cardiologia onde utilizou-se como palavras-chave Dor Torácica e Infarto Agudo do Miocárdio, constituindo a amostra de oito fontes bibliográficas. Dessa forma, foi possível a construção de conhecimento, bem como o aprofundamento do aprendizado que vem sendo construído no Curso, com enfoque nos casos de IAM. As entidades clínico-patológicas Infarto Agudo do Miocárdio sem supradesnível do segmento ST (IMSST) e Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível do segmento ST (IMST) são referidas como oclusões coronarianas completas, em que no caso do IAMSST, o trombo intracoronário obstrui temporariamente a luz vascular; já no caso de IMST o trombo intracoronário obstrui permanentemente o vaso (MILTON et al., 2009; KUMAR et al., 2004). A grande variedade de doenças, com seus diferentes potenciais de fatalidade, que se manifestam com dor torácica torna seu diagnóstico diferencial um ponto crítico na tomada de decisões clínicas emergenciais (BASSAN et al., 2002). Logo, ressalta-se a importância da realização do diagnóstico diferencial entre doenças cardíacas e não cardíacas, visto que há várias situações em se manifesta dor torácica, como alterações relacionadas ao trato gastrintestinal, musculoesqueléticas, neurológicas e pulmonares. Por conseguinte, o diagnóstico diferencial de IAM é parte essencial da abordagem inicial do paciente com dor torácica, por sua elevada morbimortalidade (ANTONIO et al., 2004; LEOPOLDO et al., 2013), sendo realizado através da história clínica, exame físico e exames complementares destacando-se o Eletrocardiograma (ECG), os marcadores de necrose cardíaca, mas também métodos diagnósticos acessórios como o Teste Ergométrico e Ecocardiograma (CESAR et al., 2014; PAULO et al., 2006; NICOLAU et al., 2014). Destaca-se que a dor clássica da isquemia miocárdica é o dado com maior poder preditivo para diagnóstico de IAM, sendo geralmente relatada como um peso, queimação, de difícil delimitação, sendo uma dor retroesternal. Na maioria dos casos há irradiação para membros superiores, especialmente face ulnar do membro superior esquerdo, pescoço, mandíbula, sendo que a dor pode ser acompanhada de diaforese, náuseas e vômitos (BASSAN et al., 2002; MILTON et al., 2009). Dessa forma, percebe-se a relevância do tema elegido, destacando a significativa quantidade de atendimentos de pacientes com queixa principal de dor torácica nas salas de emergência no contexto mundial, assim como durante as atividades realizadas no pronto atendimento cardiológico, possibilitando assim o reconhecimento da importância do diagnóstico diferencial de IAM para decisões clínicas emergenciais, bem como seu aprofundamento fundamentado em referenciais teóricos.

Palavras-chave


Infarto Agudo do Miocárdio; Diagnóstico Diferencial; Dor Torácica



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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