O Diagnostico Clínico Da Apendicite Aguda

Gustavo Pires sicco

Resumo


Esta revisão bibliográfica visa aprimorar o conhecimento em Apendicite aguda, observando a relevância do diagnóstico clínico, sendo particularmente importante, e constitui a emergência cirúrgica mais comum no nosso meio. O objetivo é apresentar definição, critérios para diagnóstico, manifestações clínicas. A metodologia utilizada na revisão foram os livros clássico de clínica médica, periódicos científicos da área e a plataforma de dados up to date, onde se usou a palavra chave apendicite. O estudo foi originado a partir de uma experiência acadêmica na área de Clínica Médica durante a Unidade Educacional Eletivo do curso de medicina, durante o mês de julho/2014 na Instituição Hospital Universitário São Francisco de Paula. A apendicite aguda resulta da obstrução da luz do apêndice provocada na grande maioria das vezes, por fecalito ou hiperplasia linfoide e, mais raramente, por corpo estranho, parasitas ou tumores. A opinião dos autores varia. Jaffe e Berger (2005) consideram que a maioria é provocada por fecalito; já Liu e McFadden(1997) afirmam que 60% por hiperplasia linfoide, fecalito em 35%, corpo estranho em 4% e tumores em 1% . Seu diagnóstico e o tratamento cirúrgico precoce influenciam diretamente no prognóstico dessa patologia. A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo de tratamento cirúrgico. É uma doença típica dos adolescentes e adultos jovens, e é incomum antes dos cinco e após os 50 anos. O risco geral de apendicite é de 1/35 em homens e 1/50 em mulheres. A partir dos 70 anos, este risco é de 1/1009. O diagnóstico da apendicite aguda continua sendo, muitas vezes, um desafio inclusive para médicos experientes. As muitas formas de apresentação atípica ainda levam, não raramente, à falha em estabelecer o diagnóstico precoce - que continua sendo o padrão ouro no manejo destes pacientes - pois vai resultar num ato cirúrgico mais simples, mais fácil e com grande impacto no prognóstico, em especial na morbidade, mas até na mortalidade pós-operatória. Nessa revisão buscou-se demonstrar os principais critérios clínicos para o seu diagnóstico, assim como os diversos métodos laboratoriais e de imagem, embora somente com base na história, exame físico e hemograma seja possível firmar um diagnóstico.

Palavras-chave


Apendicite aguda. Apêndice vermiforme; Abdome agudo; Dor abdominal.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
EDITORA UNIPLAC | PORTAL DE REVISTAS UNIPLAC
e-mail: propepg@uniplaclages.edu.br | Fone: (49) 3251-1009
Copyright 2012. Editora UNIPLAC