Quadro clínico e diagnóstico da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)

Débora Ianskoski, fernanda waltrick martins

Resumo


A revisão bibliográfica sobre quadro clínico e diagnóstico da Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) de que trata este estudo, foi realizada a partir de 6 literaturas, sendo 3 livros e 3 artigos, baseando-se em artigos de 2006 a 2012. Derivou de uma experiência de intervenção prática realizada em ambiente hospitalar em clínica médica, desenvolvida durante a Unidade Educacional Eletivo do curso de medicina no período de 04/08/2014 a 05/09/2014. A metodologia ativa de aprendizagem utilizada no referido curso permite que o estudante aprofunde conhecimentos que lhe sejam significativos durante a formação médica tornando-o mais experiente no desenvolvimento da competência técnica e humana. Assim, foi possível correlacionar o conhecimento teórico com a prática enfocando o DPOC. O objetivo deste estudo é evidenciar que o DPOC é altamente prevalente, sendo a quinta maior causa de internação no sistema público de saúde, tendo grandes implicações na qualidade de vida dos pacientes, com repercussões pulmonares e sistêmicas, dessa forma a importância em se valorizar o quadro clínico e diagnóstico precoce, evitando a sua progressão, e melhorando a qualidade de vida dos pacientes portadores de DPOC.

Os achados clínicos na DPOC variam conforme a gravidade da doença, sendo que nos pacientes graves podemos encontrar na anamnese dispneia, tosse, expectoração, e no exame físico tórax enfisematoso, hipersonoridade a percussão, diminuição do frêmito toracovocal e murmúrio vesícular, taquipneia e uso da musculatura acessória (posição de tripé). Apesar de o quadro clínico não ser diagnóstico, atua como pré-teste reforçando a indicação de espirometria onde a probabilidade de DPOC é alta.

O padrão ouro para diagnóstico é a espirometria ondea relação volume expiratório forçado no primeiro minuto (VEF1) sobre a capacidade vital forçada (CVF) menor que 70% após bronco dilatação confirma o diagnóstico.VEF1 isolado após bronco dilatação é utilizado para determinar o estágio da doença (VEF 1> 80% = leve; VEF1 entre 50 e 80%= moderado; VEF1 entre 30 e 50% = grave e VEF1<30% = muito grave).

O raio-x apesar raramente ser diagnóstico é normalmente solicitado de rotina para diagnósticos diferenciais, sendo encontrado achados característicos em pacientes com DPOC grave (hipertransparência, hiperinsuflação, rebaixamento e retificação do diafragma, alargamento dos espaços intercostais, silhueta cardíaca, aumento do espaço retroesternal e do diâmetro antero-posterior.)

Assim, com a revisão de literatura sobre DPOC aprofundou-se os conhecimentos, esclarecendo dúvidas, ressaltando pontos importantes abordados pelos autores em relação ao quadro clinico e diagnostico, com o objetivo de se fazer o diagnostico precoce, mas principalmente enfocando a importância de se conhecer sobre esse assunto por ser uma doença altamente prevalente

Palavras-chave


DPOC. QUADRO CLINICO DIAGNOSTICO



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