Aspectos gerais sobre sífilis congênita

Mayara Martins

Resumo


O presente estudo objetiva apresentar critérios diagnósticos, quadro clínico, tratamento e dados epidemiológicos da sífilis congênita. A revisão de literatura ocorreu a partir da Unidade Educacional Eletivo do curso de medicina, na área de Pediatria, durante o mês de junho/2014. A metodologia utilizada na revisão de literatura foi pesquisa em livros clássicos e principalmente em artigos publicados na base de dados ScIELO, Rev Panam Salud Publica, 2004 e Caderno de Saúde Pública, 2005. Utilizou-se como palavras-chave Sífilis Congênita, Pediatria e Saúde da criança. A amostra é constituída de quatro fontes bibliográficas. A Sífilis Congênita ocorre devido a transmissão transplacentária do Treponema pallidum, o agente etiológico causador da doença, podendo levar ao aparecimento de sífilis primária, secundária ou latente (LOPEZ; CAMPOS JUNIOR, 2010). A sífilis congênita está presente entre as causas básicas de óbitos infantis, sobretudo entre as perdas fetais. Para os anos de 1996 a 1998, no Município do Rio de Janeiro, foram contabilizados 88 casos de sífilis congênita entre os 670 casos de natimortos ocorridos nas maternidades municipais (13,1%) e 43 casos de sífilis congênita (6,5%) entre 664 óbitos neonatais (SARACENI, 2005). A sífilis congênita é considerada uma causa perinatal evitável, pois é possível fazer o diagnóstico e proceder ao tratamento efetivo na gestação. Quando adquirida durante a gravidez, pode levar a abortamento espontâneo, morte fetal e neonatal e prematuridade. Estima-se que 40% das mulheres grávidas com sífilis primária ou secundária não tratada evoluem para perda fetal (RODRIGUES; GUIMARÃES, 2004). O sinal mais sugestivo é o comprometimento difuso da pele e das mucosas. Os sinais mais comuns são: rinite sero-sanguinolenta, obstrução nasal, osteocondrite, periostite, metafisite (sinal de Weimberg), pseudoparalisia de Parrot, hepatoesplenomegalia, icterícia, anemia severa, hidropsia fetal, meningoencefalite e condiloma plano. A trombocitopenia é frequente também e está associada muitas vezes a hiperesplenismo (LOPEZ; CAMPOS JUNIOR, 2010). Para o diagnóstico podem ser realizados exames diretos para a identificação do T. pallidum ou exames indiretos para avaliar a presença de anticorpos sanguíneos contra o agente infeccioso. Sendo mais comumente realizados os seguintes exames: VDRL, hemograma, proteína reativa C, estudo das funções hepáticas (TGO e TGP), exame de urina, ureia, creatinina. Além disso, também se realiza radiografia de ossos longos (LOPEZ; CAMPOS JUNIOR, 2010). O tratamento é realizado com penicilina por 10 a 14 dias. A penicilina cristalina na dose de 100.000 U/kg/dia a cada 12 horas nos primeiros sete dias de vida de a cada 8 horas após essa idade. A penicilina procaína no dose de 50.000 U/kg/dia durante 10 a 14 dias ou penicilina benzatínica em dose única de 50.000 U/kg (LOPEZ; CAMPOS JUNIOR, 2010). A revisão sobre essa patologia possibilitou aprofundar os conhecimentos em relação às possíveis consequências de um tratamento inadequado e perceber a importância da realização de um pré-natal adequado, já que é uma doença que pode ser facilmente evitada e tratada.

Palavras-chave


sífilis congênita; pediatria; saúde da criança



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