Avaliação Psicológica em Idosos

Camila Thomazi Castelani, Bruna Pereira Dondé, Aline Batista Bernardi

Resumo


Introdução: Com o avanço da idade, o corpo e o desempenho cognitivo apresentam declínio considerável. Além da suscetibilidade para adquirir doenças, vemos hoje que um número considerável de idosos é atingido pelas demências. Os transtornos neuropsiquiátricos mais comuns em idosos são a depressão e a demência. A demência acomete aproximadamente 5% dos idosos aos 65 anos de idade e cerca de 20% daqueles com 80 ou mais anos de idade. Torna-se importante que o profissional da área da saúde saiba como executar avaliação psicológica com idosos, compreendendo quais possíveis transtornos apresentam-se. Objetivos: Este trabalho procurou verificar quais os principais instrumentos utilizados por profissionais da área da saúde, principalmente médicos e psicólogos, para realizarem avaliações psicológicas em idosos, assim como identificar as possíveis potencialidades e/ou deficiências desses instrumentos. Métodos: Realizaram-se pesquisas na literatura acerca do tema relacionado a este estudo. Livros especializados em avaliação psicológica, assim como artigos científicos foram analisados para a realização deste trabalho. Resultados: Ao iniciar uma avaliação, o primeiro passo deve ser estabelecer para que ela será realizada. O próximo passo é o levantamento da história de vida, obtida por meio do próprio idoso, ou através de familiares, além do levantamento da história médica, medicações, eventos importantes da vida etc. O teste deve ser simples, de aplicação rápida e passível de reaplicação. Identificar se o que está ocorrendo com o idoso é um curso natural do envelhecimento, ou se se trata de um processo demencial é de extrema importância, pois quando a síndrome demencial é identificada no início, pode-se retardá-la, proporcionando assim ao idoso uma melhor qualidade de vida. Mas não é tarefa fácil esta distinção, já que os sinais de um processo demencial, principalmente de demências como o Alzheimer, são comumente confundidos com sinais de envelhecimento normal. Para o examinador também não é uma tarefa fácil, ele deve estar atento sobre quais são os processos de envelhecimento esperados para saber identificar quando eles não ocorrem. Considerações: A avaliação neuropsicológica em idosos apresenta problemas particulares a serem considerados e, portanto, avaliar em um nível prévio, onde esses problemas não estejam tão agravados, deve ser sempre levado em conta. O processo de avaliação com idosos demenciais deve ser rápido e da forma mais simples possível, levando em conta a capacidade de acompanhamento deste idoso às perguntas e aos testes. O profissional deve ter experiência e, principalmente, deve procurar ter uma compreensão holística do indivíduo que se encontra perante ele. É inconcebível, nos dias atuais, um profissional aplicar diversos testes e não conhecer a realidade social, econômica, política e mesmo espiritual do paciente. Somente com essa visão holística é que as chances de se identificar, realmente, os problemas do paciente podem tornar-se realidade.

Palavras-chave


Avaliação psicológica; Idosos; Cognição



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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