Estudo epidemiológico de puérperas com quadro de Transtorno Depressivo Maior Pós-parto em unidades básicas de saúde em Lages/SC

Marco Antonnio Rocha dos Santos, Everley Rosane Goetz, Gustavo Pires Sicco, Henrique Gaspar Sabatini Fernandes, Michelle Medeiros, Natália Elisa Boing de Melo, Vanessa Freitas Bratti

Resumo


Está sendo desenvolvida a pesquisa científica acerca do perfil epidemiológico de depressão pós-parto em Unidades Básicas de Saúde em Lages/SC, veiculada ao grupo de pesquisa de desenvolvimento humano e saúde reprodutiva. Tem como principal objetivo traçar e analisar o perfil epidemiológico da população de puérperas atendidas pelas Unidades de Saúde pesquisadas. Além disso, coletar e relacionar os dados das pacientes que apresentem uma pontuação que indique depressão pós-parto com os fatores de risco descritos na literatura utilizada; auxiliar no rastreio das pacientes que possam apresentar o quadro e, com isso, possibilitar o tratamento para essa população; promover ações educativas para a população estudada, para que não hesitem em procurar auxilio médico na vigência dos sintomas; e divulgar os resultados obtidos às Unidades de Saúde abordadas e no meio acadêmico. Há poucos dados na literatura acerca da depressão pós-parto e demais transtornos psiquiátricos desse período. É uma patologia que pode comprometer os cuidados da mulher consigo mesma e com o recém-nascido, implicando em vários aspectos psicossociais entre mãe e bebê. É importante o rastreio das gestantes e das puérperas com sintomas depressivos. Episódios de depressão que acontecem no período pós-parto têm um início insidioso três ou quatro meses após o nascimento da criança. O tratamento para a depressão não influi na gestação e nos cuidados com o recém-nascido, como a amamentação. Em verdade, ele evita recidivas e internações desnecessárias; permite experiência emocional positiva da maternidade; preserva a amamentação, auxiliando no vinculo mãe/filho; preserva o comportamento emocional e cognitivo do recém-nascido. A prevalência de depressão pós-parto parece variar tanto em números quanto em apresentação dos sintomas de acordo com as diferentes populações. Dados atualizados da população local podem ajudar a elucidar em quais grupos sociais há uma maior probabilidade do desenvolvimento da doença, auxiliando na elaboração de plano de prevenção e tratamento nas unidades de saúde em que a pesquisa será realizada. A pesquisa dar-se-á por corte transversal dos dados obtidos através da aplicação da Escala de Depressão Pós-natal de Edimburgo, de um questionário estruturado e análise das informações encontradas nas pacientes puérperas atendidas pelas unidades pesquisadas. Serão incluídas na pesquisa pacientes que tiverem dado a luz em um período menor ou igual a 6 meses, de qualquer faixa etária e que sejam atendidas pelas Unidades de Saúde pesquisadas durante os período da coleta de dados. Serão excluídas aquelas que não se enquadrem nos critérios de inclusão, bem como as que não desejem participar ou que seus responsáveis não autorizem. Os dados serão coletados após assinatura do TCLE pela paciente ou seu responsável. Como resultado, espera-se obter um perfil epidemiológico a respeito da depressão pós-parto nas unidades pesquisadas, quais as peculiaridades de cada região e seus respectivos fatores de risco, dados para promoção de ações de saúde pública nessas localidades. A pesquisa já foi aprovada pelo comitê de ética em pesquisa e atualmente se encontra na fase de coleta de dados.

Palavras-chave


Depressão pós-parto; Epidemiologia; Fatores de risco.



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ISSN 2447-2107
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