A Afetividade no Processo de Envelhecimento Saudável

Bruna Pereira Dondé, Letícia Zardo, Gisele Willrich Narciso Agostini

Resumo


Introdução: A sociedade, em geral, considera a afetividade exclusividade dos jovens; porém é certo que mesmo com o envelhecer e com as mudanças fisiológicas, a vivência do amor e do sexo estão presentes, sendo práticas importantes no processo do envelhecimento saudável e na promoção do bem-estar físico e psicológico dessas pessoas, potencializando a autoestima e a autoafirmação dos idosos, que são componentes importantes para afastar doenças que aparecem nessa etapa da vida, causadas muitas vezes pela solidão, pela tristeza e pela inércia. Objetivos: Promover e aprofundar estudos sobre a afetividade e o processo de envelhecimento, tornando tais temáticas conhecidas socialmente, colaborando, assim, para a diminuição dos tabus e dos preconceitos vigentes na sociedade.Métodos: Esta pesquisa baseou-se em levantamento de dados na literatura acerca da afetividade e de outros temas relacionados à velhice. Também foi aplicado um questionário com perguntas abertas e fechadas a um profissional da área da Psicologia, após a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Por fim, todas as informações foram analisadas e os resultados relatados no trabalho. Resultados: Ficou claro com esse estudo a importância e o papel que a afetividade ocupa na vida das pessoas que hoje vivem na terceira idade. Os estereótipos criados são extremamente negativos, não somente pelo fato de afirmarem uma imagem errônea dos idosos, mas principalmente pelo fato de que os idosos costumam acreditar nesses estereótipos e se entregam a essa imagem deteriorada que a sociedade criou. A literatura pesquisada mostra que a afetividade ajuda a prolongar a vida e a evitar doenças, físicas e/ou psicológicas. A afetividade em qualquer fase da vida tem um papel fundamental na construção e no desenvolvimento da subjetividade humana, e isso não é diferente na velhice, pelo contrário, o ser humano continua em processo de desenvolvimento mesmo na chamada “última fase†da vida, e necessita tanto quanto qualquer outra pessoa de relacionamentos afetivos. O preconceito que ronda essa questão é grande e acontece principalmente por parte dos jovens que julgam o amor e o prazer como sendo algo exclusivo para as pessoas mais jovens e que esses sentimentos e necessidades cessariam com a chegada da velhice. Considerações: Namorar, flertar, seduzir nessa fase da vida são de extrema importância para a saúde dos idosos, pois os “elevam†a estados de espírito radiantes e felizes, fazendo com que sequer pensem ou falem em doenças e/ou problemas, afastando-os da tristeza, da solidão e de doenças psicológicas muito comuns na velhice. Os estereótipos criados são extremamente negativos, não somente pelo fato de afirmarem uma imagem errônea dos idosos, mas principalmente pelo fato de que os idosos costumam acreditar nos mesmos e se entregam a essa imagem deteriorada que a sociedade criou, tanto no sentir-se bem, quanto em seu processo de envelhecimento saudável com um todo.

Palavras-chave


Afetividade; Sexualidade; Envelhecimento



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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