O entendimento do Agente Comunitário de Saúde sobre a questão do tabagismo

Bianca Lopes Omizzolo, Lúcia Soares Buss Coutinho, Sandra Martini Brun, Marina Patricio de Arruda

Resumo


Introdução: O tabagismo, após a décima versão da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) da OMS, em 1993, passou a ser considerada dependência química decorrente do uso de substâncias psicoativas. Além disso, o consumo do tabaco é considerado um fator de risco à vida que deve ser combatido e classificado como de alta prioridade, uma vez que fumar está relacionado a uma série de doenças e a um elevado número de mortes em todo o mundo. No entanto ainda faz parte do senso comum a idéia de que fumar é apenas um “mau-hábitoâ€, um vício. Nesse sentido cabe buscar a prevenção primária orientando a comunidade para atuar na melhoria de sua qualidade de vida e saúde, incluindo uma maior participação no controle deste processo. Nesse sentido, de promover saúde através da orientação da população surge o compromisso da Atencao Primária à Saude (APS), principalmente na figura do Agente Comunitário de Saúde (ACS), que é o profissional comprometido com as atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde. Dessa forma, nada mais justo do que valorizar o conhecimento desse profissional, investindo na sua formação e atualização através da educação permanente em saúde, problematizando a questão e estimulando-os para um trabalho participativo, reflexivo e assim, transformador. Objetivos: Perceber as possíveis lacunas no conhecimento técnico do ACS quanto aos prejuízos à saúde relacionados com o consumo do tabaco bem como quanto ao tratamento preconizado na atualidade para a busca da abstinência; identificar crenças, tendências e comportamentos dos profissionais que possam interferir na sua abordagem como educadores em saúde; levantar possíveis dificuldades dos agentes com a abordagem dos tabagistas em suas visitas domiciliares para propor melhores estratégias de atuação. Métodos: Tipo de Estudo: Estudo de caso descritivo de natureza quanti-qualitativa. Amostragem: Não-probabilística, intencional. Serão entrevistados cerca de 50 indivíduos que trabalham como ACS nas seguintes unidades de Estratégia de Saúde da Família do município de Lages/SC: Tributo, Santa Helena e São Carlos. Convenientemente optou-se por entrevistar os ACS das unidades que dispõe de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade e Residência Multidisciplinar em Saúde da Família, imaginando-se que seriam as unidades onde é dada maior ênfase à educação permanente e às atividades de prevenção e promoção à saúde. Critérios de exclusão: Serão excluídos do estudo aqueles funcionários que se encontrem afastados de suas atividades laborais na data marcada para a entrevista da sua equipe por motivo de férias, atestado médico ou dispensa de qualquer natureza, bem como a recusa em participar da pesquisa. Resultados e Conclusões: A pesquisa encontra-se em fase de execução, por este motivo ainda não há resultados e conclusões.

Palavras-chave


tabagismo, agente comunitário de saúde, estratégia de saúde da família



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