Pneumocistose com tratamento empírico em paciente HIV positivo

Pedro Henrique Favero Cetolin, Priscila Rodrigues Garrido

Resumo


Resumo: Relato de caso de paciente HIV positivo, sem uso prévio de terapia antirretroviral, encaminhada ao hospital referência da região com quadro de dispneia e febre com diagnóstico a ser esclarecido. Introdução: A pneumonia por Pneumocystis jirovecii, ou pneumocistose, é a causa comum de doença pulmonar aguda difusa no HIV/AIDS. É encontrada usualmente em outros pacientes imunocomprometidos, mas também no Lúpus Eritematoso Sistêmico, Granulomatose de Wegener e neoplasias, sendo importante seu diagnóstico diferencial. Objetivos: Descrever o caso da paciente assistida a fim de relatar os achados clínicos e sua melhora pós-hipótese diagnóstica proposta e início do tratamento dirigido. Caso: Paciente S., feminina, 32 anos, encaminhada do município de origem para o Hospital-referência da região por apresentar regular estado geral, dispneia, febre e pancitopenia apresentada no hemograma. Queixa de dor torácica ventilatória-dependente à direita, com início há dois meses, que alivia moderadamente com uso de AINES. Episódios de febre diurnos e dispneia aos mínimos esforços. Previamente internada no hospital de seu munícipio em uso de Levofloxacino e Ampicilina + Sulbactam. Paciente HIV +, com diagnóstico em 2007, mas sem tratamento por escolha da paciente; carga tabágica de 12 anos-maço, etilista crônica ingerindo 63 unidades de álcool/semana.Regular estado geral. Frequência cardíaca: 84 bpm; mucosas hipocoradas ++/+4. Pressão arterial 110/80mmhg.Aparelho Pulmonar: Murmúrios vesiculares presentes. Crepitantes finos e bolhosos difusos bilaterais. Internação Hospitalar aos cuidados do serviço de Infectologia do Hospital e solicitados exames laboratoriais e radiografia de tórax. Hemograma: Anemia normocítica normocrômica; Plaquetopenia (12.000); Leucócitos 7.200 com discreto desvio a esquerda (Bastonetes 720) e Linfopenia (504).Pesquisa de BAAR: Coletadas três amostras de escarro, todas negativas. Desidrogenase Láctica: 331 U/L.Gasometria Arterial:Ph:7,45 PCO2:26mmHg HCO3: 26 mmol/L Pa02: 55mmHg. Internada primeiramente em isolamento aéreo até que a suspeita de Tuberculose fosse eliminada. Mantido tratamento por Ampicilina + Sulbactam até o 2º dia da internação. Iniciado tratamento com Prednisona a partir do 3º dia de internação. Iniciado tratamento com Sulfametoxazol+Trimetoprim com aumento dos murmúrios vesiculares e progressiva diminuição dos roncos e crepitante finos bolhosos. Discussão: Complicações do aparelho respiratório são causas do aumento de morbidade e mortalidade em pacientes imunocomprometidos, sendo mais freqüentes aqueles de natureza infecciosa, como pneumocistose. Devido às diversas apresentações da pneumocistose e da falta de achados patognomônicos para a doença, os pacientes muitas vezes não apresentam o quadro clássico. Normalmente, no entanto, os pacientes apresentam febre, tosse seca ou dispnéia aos esforços, muitas vezes, com início gradual e progressão durante várias semanas. Em infectados pelo HIV a apresentação clínica pode ser insidiosa, com progressão lenta de fadiga, febre, calafrios e dispnéia. O Laboratory Identification of Parasites Public Concern-EUA descreve o tratamento com Sulfametoxol e Trimetoprim como a “droga que apresenta nos relatórios a melhor eficácia e menor reação adversa compara aos outros tratamentosâ€. Resultados: Melhora clínica considerável a partir do 3º dia de Sulfametoxazol+Trimetoprim, Alta hospitalar após sete dias de internação hospitalar com prescrição deste medicamento completando-se ciclo de tratamento de 21 dias. Conclusões: Apesar de a paciente apresentar-se em estado grave, inclusive com dispneia, houve melhora considerável pós-tratamento com o antibiótico preconizado.

Palavras-chave


pneumocistose;hiv; infectologia;



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