ASPECTOS E CONCEITOS RELACIONADOS À AMAMENTAÇÃO NO BRASIL

Guilherme Henrique Ávila do Carmo

Resumo


Trata-se de uma revisão de literatura sobre Aleitamento Materno no Brasil, cujo enfoque principal foi mostrar os aspectos históricos, mitos e crenças mais comuns presentes na cultura brasileira e ainda motivos que levam ao desmame precoce em nossa sociedade. A partir desses enfoques, construir uma melhor percepção sobre o tema e identificar fragilidades nas políticas de incentivo ao aleitamento materno. O objetivo desse estudo é fomentar a discussão acerca do aleitamento materno, percebendo sua ampla relação com hábitos histórico-sociais. Pretende-se abordar os mitos e crenças populares, sem desvalorizá-los, mas sim os encarando de maneira respeitosa e investigando as suas possíveis origens para, dessa maneira, os combater com plena eficiência. Os objetivos específicos envolvem debater os principais motivos do desmame precoce, visto que investigar as causas da interrupção da amamentação é tarefa essencial para a manutenção do aleitamento materno exclusivo pelo período preconizado pelos órgãos de referência, e, identificar possíveis lacunas nas políticas públicas de incentivo à amamentação. Boa parte da baixa adesão brasileira ao aleitamento é devido a alguns mitos e crenças que aqui se proliferaram. Temos aqui a crença do “leite fraco†e o mito de que “o bebê não quis pegar o seioâ€. Outro fato que contribui para as baixas taxas de amamentação exclusiva são as patologias, dentre as quais destacam-se a ocorrência de fissuras mamilares, cujo aparecimento muitas vezes se dá pelo posicionamento incorreto do bebê; ingurgitamento mamário e mastite. A introdução precoce do uso de chupetas também é um grande fator que atrapalha o aleitamento exclusivo e a recomendação do seu uso está em discussão. Apesar da legislação trabalhista no Brasil ter evoluído muito nas últimas décadas, o retorno da mãe ao trabalho ainda consiste em uma grande causa de desmame precoce. O tema foi escolhido durante o estágio de prática em pediatria da unidade educacional eletivo 2013, assim como a forma de abordagem através de revisão de literatura. Durante esse período, percebia diariamente a imensa dificuldade que a maioria das mães passava para amamentar seus filhos. Também percebia a carga de dúvidas que traziam e o quanto essas dúvidas atrapalhavam o ato do aleitamento. A partir do estudo ficou evidente que apesar dos esforços para promover o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês, as estatísticas no Brasil continuam aquém daquilo que se recomenda, mesmo com a implementação dos programas educativos das equipes de Saúde da Família. Também tornou claro o quanto a população ainda vê o tema através de mitos e crenças e o quanto é dificultosa a transmissão de conhecimentos, inclusive técnicos, acerca da maneira correta e efetiva de amamentação.

Palavras-chave


Pediatria; Aleitamento Materno; Saúde da Criança



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