Diabetes mellitus gestacional e sua importância na área de ginecologia e obstetrícia.

Débora Ianskoski

Resumo


A revisão bibliográfica sobre diabetes mellitus gestacional (DMG) de que trata este estudo, derivou de uma experiência de intervenção prática realizada em ambiente hospitalar e ambulatorial (consultório privado), na área de ginecologia e obstetrícia, desenvolvida durante a Unidade Educacional Eletivo do curso de medicina, no ano de 2013. A metodologia ativa de aprendizagem utilizada no referido curso permite que o estudante aprofunde conhecimentos que lhe sejam significativos durante a formação médica tornando-o mais experiente no desenvolvimento da competência técnica e humana. Assim, foi possível correlacionar o conhecimento teórico com a prática enfocando o DMG. O objetivo deste estudo é evidenciar que o diabetes mellitus gestacional é uma patologia muito frequente na área de ginecologia e obstetrícia, além das complicações maternas e fetais que podem se desenvolver. Assim, foi abordada sua definição, fisiopatologia, complicações maternas e fetais, diagnóstico, tratamento, parto e puerpério. O DMG é definido como intolerância a carboidratos, resultando em hiperglicemia. Durante a gestação há um aumento na resistência periférica à insulina, com consequente aumento da secreção de insulina pelas células beta pancreáticas. A resistência à insulina elevada se deve a secreção placentária de alguns hormônios considerados diabetogênicos, como o hormônio lactogênio placentário. As complicações decorrentes do DMG para o feto envolvem macrossomia, hipoglicemia, polissitemia, síndrome da angústia respiratória, hipocalcemia, icterícia entre outras. Sobre o diagnóstico é onde se encontra a maior divergência entre as bibliografias. No entanto, seguindo a maioria dos consensos adotados pelos autores, utiliza-se como parâmetros laboratoriais para o diagnóstico a glicemia de jejum superior a 85 mg/dL e teste de tolerância a glicose oral (TTGO), entre 24 e 28 semanas de gestação, com valores de corte entre 130 e 140mg/dL. O tratamento do diabetes gestacional envolve uma equipe multiprofissional podendo envolver dieta, exercício físico, insulinoterapia e hipoglicemiantes orais. Em relação ao parto, a escolha da via de parto é obstétrica. Além disso, no puerpério as mulheres com DMG voltam a receber dieta para não diabetes e a insulinoterapia é suspensa, além disso, deve ser orientado que as mulheres façam o controle glicêmico anualmente, pois é frequente mulheres que apresentaram DMG possam desenvolver diabetes mellitus tipo 2. Com a revisão de literatura sobre DMG aprofundou-se os conhecimentos, esclarecendo dúvidas, ressaltando pontos importantes abordados pelos autores, e principalmente enfocando a importância de se conhecer sobre esse assunto por ser uma patologia freqüente e pelas graves consequências fetais que podem se desenvolver.

Palavras-chave


ginecologia; obstetrícia; diabetes mellitus gestacional



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
EDITORA UNIPLAC | PORTAL DE REVISTAS UNIPLAC
e-mail: propepg@uniplaclages.edu.br | Fone: (49) 3251-1009
Copyright 2012. Editora UNIPLAC