Vivenciando a pediatria

Polyanna Wolff

Resumo


Introdução: relato de experiência desenvolvido na prática em Pediatria durante a Unidade Educacional Eletivo no ano 2013 em Unidade de Terapia IntensivaPediatrica. A infecção bacteriana continua sendo uma importante causa de morbidade e mortalidade neonatal. Apesar da melhoria dos cuidados neonatais, a incidência de infecção aumentou para o grupo de recém-nascidos (RN) menores de 1.500 gramas, sendo que em 1994-1995 nos EUA atingiu uma taxa de 6%(1,2). A taxa de infecção é ainda mais acentuada naqueles que necessitam de prolongada hospitalização, sendo detectada em 11% a 25% dos casos em recente estudo realizado nos EUA. O diagnóstico precoce e o início da antibioticoterapia, com apropriado manejo dos problemas metabólicos e respiratórios, podem reduzir de forma significativa a morbi-mortalidade da sepse neonatal. Para os recém-nascidos pré-termo (RNPT) de muito baixo peso, que sobrevivem às causas precoces mais freqüentes de óbito, como prematuridade extrema, malformações congênitas e doença da membrana hialina, a sepse de início tardio é a maior ameaça a sua sobrevivência. Isso tem resultado em crescente aumento de mortes atribuídas à infecção(4). Além disso, a taxa de mortalidade da sepse neonatal varia com o tipo de microorganismo (40% para gram-negativos, 28% para fungos), estado de imunocompetência do RN (humoral, fagocítico e celular) e complicações associadas. Objetivo: Comparar a conduta médica frente a casos de sepse neonatal com a literatura. Método: Foi realizado um estudo observacional, prospectivo, tipo caso clínico comparando com a literatura. Foram incluídos os recém-nascidos com diagnóstico de sepse neonatal precoce e sepse neonatal tardia seguido de observação participante em que foram acompanhados dois recém -nascidos. Resultados: entre 10 bebês que estiveram internados na UTIP durante o período de eletivo, que foram de 15 dias, apenas 2 apresentaram quadro de sepse neonatal precoce e sepse neonatal tardia. Conclusão: A prematuridade, o baixo peso ao nascimento, a infecção materna e a ruptura prolongada de membranas são fatores de risco estatisticamente significativos para sepse neonatal precoce e tardia. Sendo que essa doença é a principal causa de morbidade e mortalidade neonatal, sobretudo em países em desenvolvimento, onde há evidências de uma maior proporção de infecções de origem materna

Palavras-chave


Pediatria; Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica; Sepse Neonatal.



REVISTA UNIPLAC
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