Mola Hidatiforme e suas reflexões no diagnóstico e estadiamento

yohanna luize soares

Resumo


A revisão de literatura sobre Mola Hidatiforme de que trata este estudo, derivou de uma experiência de intervenção prática realizada em ambiente hospitalar - Centro Obstétrico, Centro Cirúrgico e Centro de Pesquisa Oncológica - e ambulatorial, na área de Ginecologia e Obstetrícia, desenvolvida durante a Unidade Educacional Eletivo do curso de medicina, no ano de 2013. A amostra foi composta de artigos publicados na base de dados eletrônica da Scielo, bem como de bibliografias da especialidade da área. Dessa forma, foi possível a construção de conhecimento, bem como o aprofundamento do aprendizado que vem sendo construído no Curso, possibilitando a conciliação da teoria estudada nas literaturas com a prática médica, com enfoque nos casos de Mola Hidatiforme. O quadro clínico da mola hidatiforme consiste em: sangramento vaginal associado ou não a atraso menstrual; anemia; dores abdominais; vômitos; altos níveis de gonadotrofina coriônica humana( HCG); cistos ovarianos tecaluteínicos. Valores séricos elevados de HCG, especialmente acima de 200000 mUI/mL, são sugestivos de DTG.Já em gestantes com mola parcial, a concentração dificilmente ultrapassa 100000 mUI/mL. A ultrassonografia é o exame mais utilizado no diagnóstico da gestação molar. O padrão mais comum consiste em múltiplas áreas anecóicas entremeadas por ecos amorfos(imagem em flocos de neve). As recomendações atuais para o seguimento prevêem a dosagem semanal de HCG até que haja três dosagens consecutivas negativas. O valor abaixo do qual o teste é considerado negativo varia, mas em geral é inferior a 5mUI/mL. Em seguida,as dosagens podem ser mensais por 6 a 12 meses, sendo o seguimento por um ano reservado para as pacientes tratadas com monoquimioterapia para doença persistente de baixo risco. Durante todo o período de seguimento é importante que a paciente não engravide, uma vez que a elevação dos níveis de beta HCG da gravidez ira encobrir um possível diagnóstico de persistência ou malignização da doença. Isto deve ser realizado preferencialmente pelo uso de anticoncepcionais orais combinados. Por conseguinte, pacientes previamente diagnosticadas com Mola Hidatiforme e após tratamento cirúrgico, bem como seguimento pós-molar, apresentarão futuro reprodutivo normal, com prognóstico perinatal excelente e semelhante ao da população geral.

Palavras-chave


mola hidatiforme;gestação;estadiamento



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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