Mola Hidatiforme e suas repercussões na gestação

Gabriella Assink

Resumo


A revisão de literatura sobre Mola Hidatiforme de que trata este estudo, derivou de uma experiência de intervenção prática realizada em ambiente hospitalar - Centro Obstétrico, Centro Cirúrgico e Centro de Pesquisa Oncológica - e ambulatorial, na área de Ginecologia e Obstetrícia, desenvolvida durante a Unidade Educacional Eletivo do curso de medicina, no ano de 2013. A amostra foi composta de artigos publicados na base de dados eletrônicos da Scielo, bem como de bibliografias da especialidade da área. Dessa forma, foi possível a construção de conhecimento, bem como o aprofundamento do aprendizado que vem sendo construído no Curso, possibilitando a conciliação da teoria estudada nas literaturas com a prática médica, com enfoque nos casos de Mola Hidatiforme. Doença Trofoblástica Gestacional (DTG) é um termo que abrange um conjunto de tumores e/ou lesões que se originam de alterações na proliferação do epitélio trofoblástico da placenta, em que células tumorais localizadas no córion fetal secretam quantidade significativa de Gonadotrofina Coriônica Humana (hCG), marcador biológico da doença. A Mola Hidatiforme é uma variante benigna, sendo a entidade mais prevalente, compondo 80% dos casos de DTG. A Mola Hidatiforme é uma complicação da gravidez com potencial de evolução para doença com comportamento maligno e que ocorre numa proporção de um caso para 1.000 a 2.000 gestações.A Mola Hidatiforme pode ser dividida em mola completa e mola parcial (incompleta), com base nas suas diferenças morfológicas, histopatológicas e genéticas, porém a origem da gestação molar, tanto completa como parcial, está no mecanismo anormal de fecundação. A Mola Hidatiforme Completa origina-se da fertilização de um óvulo que, por motivos desconhecidos, perde seus cromossomos e é fecundado por um espermatozoide, cujo material genético é duplicado, originando uma célula 46, XX. Morfologicamente, a Mola Hidatiforme Completa apresenta aspecto de cacho de uva, sendo uma placenta difusamente edemaciada. Quanto ao aspecto histopatológico, caracteriza-se pela ausência de tecidos embrionários ou fetais, ou seja, não apresenta embrião e âmnio. Todas as vilosidades encontram-se dilatadas, avasculares; caracteriza-se também histopatologicamente pela presença de hiperplasia trofoblástica difusa. Por outro lado, a Mola Hidatiforme Parcial origina-se da fecundação de um óvulo normal por dois espermatozoides (dispermia), originando uma célula triploide, com cariótipo 69, XXX, 69, XXY ou 69, XYY. Há a presença de embrião ou feto com inúmeras malformações e restrição de crescimento intrauterino, por apresentar cariótipo triploide, incompatível com a vida. Histologicamente, caracteriza-se por apresentar vilosidades alteradas, mas também vilosidades normais, ou seja, vasculares; há hiperplasia trofoblástica, porém é focal e geralmente limitada ao sinciciotrafoblasto. Dessa forma, percebe-se a relevância do tema elegido, Mola Hidatiforme, destacando sua prevalência de uma gestação molar a cada mil a duas mil gestações. Mesmo sendo considerado um quadro raro, durante as atividades realizadas no Eletivo, observou-se três casos de Mola Hidatiforme, sendo dois casos diagnosticados como Mola Parcial e um único caso como Mola Completa, possibilitando assim o reconhecimento dessa patologia na prática médica, bem como seu aprofundamento fundamentado em referenciais teóricos.

Palavras-chave


mola hidatiforme; doença trofoblástica; gestação



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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