O DESAFIO DA IMPLANTAÇÃO DA REDE CEGONHA. ONDE ESTAMOS E ONDE QUEREMOS CHEGAR

Marilia Ceron

Resumo


Este trabalho trata-se de um estudo qualitativo, estruturado segundo a pesquisa Convergente Assistencial e como tal indagação se estabelece o objetivo deste estudo que visa problematizar com a equipe de Enfermagem a proposta da Rede Cegonha enquanto estratégia para o novo modelo de atenção ao parto, nascimento e à saúde da criança. A portaria nº 1.459, de 24 de junho de 2011, entendida como uma rede de cuidados que assegura às mulheres o direito à gravidez, ao parto, e puerpério seguros e humanizados, além do acesso ao planejamento familiar e às crianças, o direito ao nascimento seguro e humanizado e ao crescimento e desenvolvimento saudáveis - conhecida como Rede Cegonha. Uma das analises observadas positivamente foi dedicação quanto à importância ao aleitamento materno e afetividade binômio mãe-filho. Foi desenvolvido com 11 profissionais de Enfermagem da Maternidade/Alojamento Conjunto do Hospital Divino Espírito Santo – HDES de Fraiburgo/SC, no período de setembro e outubro de 2012, sendo que os dados foram coletados por meio da observação participante e entrevista semiestruturada. Os dos dados foram trabalhados segundo o referencial de Minayo onde nos aponta as analises temáticas vindas das entrevistas com os participantes após a realização das oficinas de trabalho. Emergiram os temas – Novo desenho organizativo e Assistência ao binômio mãe e filho – destes as categorias – Estrutura física e Aleitamento materno – e ainda subcategorias sendo – Fragmentação da assistência, Capacitação profissional, Direito a vida e Vínculo afetivo. Tais resultados mostraram um alto índice de insatisfação quando se trata de assistência em rede ou pela fragmentação da assistência a mulher e a criança, os profissionais também clamam por capacitação e atualização frente às mudanças ocorridas com novas propostas do governo. Segundo dados do Ministério da Saúde (BRASIL, 2011) observamos que a quantificação imensa da mortalidade neonatal ofereceu a oportunidade para destacar várias práticas simples, baratas e baseadas em evidência de atenção ao parto, que podem aumentar os índices de sobrevivência dos recém-nascidos. Sendo que o aleitamento materno faz parte das Boas Práticas instituídas pelo governo, o que ajuda na diminuição desses índices. Concluiu-se que, fundamentalmente ainda há muitos arranjos organizativos a serem definidos ao que se refere a implantação da Rede Cegonha, sendo necessário a maior articulação por parte da gestão dos serviços de saúde para que se libertem da lógica hospitalocêntrica e entendam a assistência a mulher e a criança a partir de uma análise multifatorial que este binômio está inserido. Sobretudo, o primeiro passo foi dado, esta pesquisa resgatou os conhecimentos que o grupo trazia sobre as boas práticas principalmente sobre o aleitamento materno, e os inquietou a propor novas discussões entre seus pares para que todos se envolvam em ações que proporcionem melhor qualidade a saúde da mulher e da criança.

Palavras-chave


Rede Cegonha. Parto/Nascimento. Aleitamento Materno. Boas Práticas.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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